quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Domínio Público, já! (parte 1)



Quem acompanha O planeta é nosso! já percebeu que a gente curte um bocado filmes e seriados antigos. Provavelmente o(a) amigo(a) que está lendo este post, também. Mas onde se tem acesso a esses filmes antigos, especialmente cinema fantástico? Na TV é difícil. Na tevê aberta, as grandes redes não querem saber – o que resta, com bastante sorte, é pintar algum clássico no Intercine da Globo, mas lá na madrugada – e os canais locais preferem ceder seus horários para a programação de alguma Igreja. Até que aqui na região metropolitana de Porto Alegre ainda tem o Canal da Ulbra (48 UHF e 21 no Cabo) que exibe bastante cinema antigo de qualidade, o que é uma rara exceção entre os demais. Na TV por assinatura não é muito diferente (não tem tanto programa religioso, que até respeito, mas dá-lhe comércio eletrônico!), mas me arrisco a dizer que filme em preto e branco só tem alguma chance de passar no Telecine Cult. E as locadoras? Poucas investem nesse tipo de material e, até por isso, os lançamentos nacionais são limitados. Comprar esses filmes em DVD evidentemente sai caro, isto se conseguir encontrar o que se quer (outro dia o Anonymus Gourmet contou que mandou vir do Japão um filme antigo - italiano, se não me engano - que ele curtia, já que só lá foi lançado em DVD!

Pois é aí que entra a internet! Inevitavelmente, quem gosta de material antigo – às vezes raro – cedo ou tarde vai recorrer à rede. Isso é cair na pirataria? Bem... chegamos a uma área nebulosa. Primeiro, é bom registrar que existem, sim, filmes em domínio público. E aproveito para divulgar dois sites onde se encontram centenas de movies para download gratuito e legal. Mas não espere encontrar filmes em domínio público dublados ou legendados (aí seria muita moleza, não acha?).

Cito primeiro o www.archive.org/movies

Aqui tem um acervo imenso a ser pesquisado. Se você for em “feature films” e pesquisar “sci-fi”, ele lista 64 filmes, incluindo vários clássicos “trash” dos anos 50 e 60, além de alguns clássicos mesmo. Dá pra encontrar vários filmes do Roger Corman, por exemplo Tem outros gêneros também. No ARCHIVE dá para assistir o filme on-line ou baixa-lo, com diversas opções de tamanho e qualidade. O download é direto do site.

Outro site é o http://www.publicdomaintorrents.com/ . Sobre este, volto a comentar noutro post. E vamos falar ainda sobre fóruns e redes P2P. Se você tiver algo a acrescentar e/ou corrigir, por favor, comente! Valeu!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

A Vox do Homem Bono




Pra baixar um pouco a poeira depois do Mad “adrenalina” Max, do amigo Quatermass, um pouco do grande Bono Vox! Posto dois vídeos sem novidade, mas que são quase que obrigatórios aqui. Inclusive essa mensagem do Bono, na turnê Vertigo (sei que é bem manjado, mas o que é bom nunca é demais) foi um dois primeiros que pensei postar aqui no Planeta. Miss Sarajevo? Além de tudo, ainda serve como homenagem ao querido Luciano Pavarotti (que simpatia!), que deixa saudade. Então, aí estão os dois recados, devidamente legendados. O U2, com certeza, ainda vai pintar mais por aqui (quem sabe com algum download...). Bom feriado!

Faltou deixar um recado do meu colega: os UFOs do Gerry Anderson estão a caminho! E prepara ainda um material sobre filmes épicos.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

MAD (GIBSON) MAX



por Quatermass



A cena inicial de perseguição de carros. Um futuro caótico e sem lei nas estradas. Gangs de motoqueiros. Policial frio, calculista e com família. Vingança. Estes são os principais elementos do filme australiano Mad Max (1979) e que lançou Mel Gibson.


Não é apenas um bom filme. É ótimo. George Miller soube dosar estes e outros clichês made in Hollywood, criando uma concepção nova e muito superior à dos ianques. Usou o carisma do ator, um bom roteiro e ótimas cenas de ação, recriando um conceito: o policial que se torna vítima, deixando de ser agente da lei.



Poderia ser comparado com a série absurda de Charles Bronson (Desejo de Matar), mas não há paralelos. Não é a vingança pela vingança, mas a inserção do policial em meio ao caos (inconcebível nos filmes de Bronson).


É um filme superior às duas seqüências, que tendem para os gêneros da ficção e fantasia. Aqui, mescla o drama, suspense e ação – é o toque de Miller. A trilha sonora de Trevor Jones também contribui para a excelência da película.



Por fim, Mel Gibson. Certa vez, li uma crítica de Caçada ao Outubro Vermelho, em que o melhor do filme era assistir Sean Connery interpretando Sean Connery. O mesmo serve para Gibson: é daqueles atores em não procuram se adaptar ao personagem, mas o inverso.


O curioso é que o primeiro filme, de quase trinta anos, não teve uma nova versão produzida por Hollywood, provavelmente por esta entender que o período de caos já foi superado!



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