terça-feira, 5 de maio de 2020

. A TURMA DO BARULHO !




#oplanetaehnosso12anos



Trazendo de volta uma postagem bem antiga do blog, que relembra um programa  de tevê dos mais esquecidos, mas que marca um período importante de nossa infância, pelo menos da minha !


Publicado originalmente em 17.05.2008.

Revisto e ampliado.


por Thintosecco


Noutro dia, a dupla de nerds que comanda esse blog chegou à uma conclusão: fizemos parte ainda da primeira geração que cresceu na companhia da televisão. E fomos telespectadores privilegiados


Como assim - poderão questionar alguns – se na infância viam tevê em preto e branco, haviam poucos canais e os recursos técnicos eram paupérrimos comparados com os de hoje? Uma pergunta interessante.  


Acredito que não se trata de mero saudosismo nosso, mas sim, que os programas de antigamente – principalmente os dos anos 60 e início dos 70 - tanto os nacionais como os estrangeiros, eram feitos com muito mais capricho, trabalho e dedicação, mesmo que fossem destinados ao público infantil.


Já falamos aqui de alguns seriados e desenhos, alguns clássicos enquanto outros mais ou menos esquecidos. Mas hoje vou puxar pela memória pra valer, já que lembro de um programa que, muito injustamente, está quase relegando ao ostracismo, Here Come The Double Deckers (1970). A Turma do Barulho!









Trata-se de mais um seriado britânico que foi exibido no Brasil no início dos anos 70 e depois, nunca mais. Pelo menos, não nas grandes redes de tevê. 


Não sei dizer pra vocês por qual emissora era transmitido esse programa, mas passava no turno da manhã. Afirmo isso porque nessa época o pequeno Thintosecco ia para a escola à tarde. O menino tinha um fascínio por esse seriado, talvez porque nessa época, em casa, só tinha como companheira de brincadeiras a irmã, que então era pouco mais que um bebê. 









A galerinha aprontava “mil e umas”. Fico devendo os nomes e as características de todas as personagens, mas lembro bem do Bolo (acho que era chamado assim), que era o gordinho da turma. Sempre tem um gordo, não é? :) O Bolo era um dos principais causadores das confusões.


Tinha também a Tigrinho, uma “pentelhinha”, sempre com um tigre de pelúcia no braço – que eu identificava direto com a minha irmã, muitas vezes “invocadinha”. 

















E havia ainda uma figura especial: o Crânio, que era o carinha que eu gostaria de ser. Na verdade, talvez o Crânio tenha sido o primeiro nerd que conheci, com seu laboratório e experiências malucas. Só Deus pode saber a influência que isto teve em minha vida. Será que se eu não tivesse conhecido o Crânio, assistindo à Turma do Barulho, esse blog existiria? Vai saber...


E voltando à questão da qualidade dos velhos seriados, o que acham do arranjo produzido para o tema desse “seriadinho” infantil? 


Na verdade não me acho um sujeito tão saudosista assim, mas penso que o que é bom é para ser lembrado. E mais ainda quando faz parte da nossa história!


*   *   * 


Revisitando essa postagem, vejo que faltou mencionar que o tal Double Decker, mencionado no título original, é um velho ônibus vermelho de dois andares, daqueles tradicionais em Londres, que serve de quartel general para a turma.  


E consultando a Wikipedia, verifico que, dentre essa garotada, somente o Peter Firth - que fazia o personagem Scooper - teve algum sucesso na carreira de ator e esteve presente, entre outros, em um filme dos anos 80 que gosto bastante: A Caçada ao Outubro Vermelho.


Revirando o baú, em tempos de quarentena.


Fica a abertura do seriado. Algo mais, colocarei nos comentários.



sexta-feira, 24 de abril de 2020

A QUARENTENA MUNDIAL





Recebi de um querido colaborador do blog esse texto muito interessante sobre o número 40 e a sua relação com a MUDANÇA:


*QUARENTENA MUNDIAL*

40 dias durou o dilúvio;

40 anos Moisés ficou fugido do Egito;

40 dias Moises ficou no monte para pegar as tábuas;

40 anos durou o Êxodo;

40 dias durou o jejum de Jesus;

40 dias entre o carnaval e a Páscoa (quaresma);

40 dias mandam a mulher repousar depois de dar a luz.

Então, e a Bíblia e o número 40 ?

Um grupo de teólogos acha que o número 40 representa "mudança", é o tempo de preparação de uma pessoa ou povo para uma mudança fundamental, algo vai acontecer depois destes 40 dias.

Durante a quarentena, os rios estão se limpando, a vegetação está crescendo, o ar está mais limpo por causa de menos poluição, menos roubos, menos assassinatos, a Terra está em descanso pela primeira vez em muitos anos.

Na Bíblia, toda vez que aparece o número 40 há uma "mudança".  Então, durante esse tempo, aproveite com os seus, e voltem ao altar familiar juntos, será de muita bênção, e verão as mudanças que Deus pode agir em você e em sua casa e verá que “tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus.” Romanos 8:28*

Lembrando que estamos no ano de 2020 (20 + 20 = 40).

O melhor está por vir. 






Eis aí um tema para bastante reflexão. Fundamental, diria.

Por ora, ficamos com o Salmo 40, sugerido pelo amigo juntamente com a mensagem.



quinta-feira, 2 de abril de 2020

PELA CURA DO PLANETA



Aquilo que precisamos urgente.

Ouçam e mentalizem a cura do nosso planeta !!


Pela Cura do Planeta
Leal Carvalho


Pela luz do firmamento

Entre as forças de oração

Chame a luz na consciência

Reina a paz entre as nações

Juntos somos muitos na corrente de oração

Juntos somos tantos praticando a devoção

Juntos somos muitos na corrente de oração

Juntos somos tantos praticando a devoção é a nossa oração

Quem nos sustenta é a nossa devoção

Pela cura do planeta Deus convoca em Oração

Pela luz do firmamento

Entre as forças de oração

Chame a luz na consciência

Reina a paz entre as nações

Juntos somos muitos na corrente de oração

Juntos…


Fonte: Musixmatch


Observação: o vídeo é de 2018.

Obrigado, Viviane !

domingo, 1 de março de 2020

A MÁQUINA DO TEMPO




 por Thintosecco



Chegamos então ao ano de 2020. 

Que bom ! Estamos vivendo. 

Esta pretende ser a primeira postagem de uma série para refletir um pouco sobre o tempo. De passagem, comentarei sobre o filme The Time Machine (1960) - do qual foi extraída a imagem acima - e, mais especialmente, sobre o romance que lhe deu origem.

Na verdade, há anos penso em escrever algo sobre o livro A Máquina do Tempo, de H. G. Wells (UK, 1866-1946) e, quem sabe, sobre suas versões para o cinema e influência sobre outras obras. Emperrei, como em outras ocasiões, por querer fazer demais. Vamos de novo, agora com mais simplicidade. Para começar, preciso dizer que The Time Machine (1895) é considerado por muitos o primeiro romance de ficção científica.


Claro que há polêmica aí. Alguém lembrará de Jules Verne (1828-1905), já que obras como Da Terra à Lua e Vinte Mil Léguas Submarinas são anteriores ao livro de Wells em, pelo menos, um quarto de século. Acho interessante o argumento de que, em Verne, a ficção científica está inserida no contexto das obras, que são essencialmente romances de aventuras. 


Porém, alguém perguntará sobre Frankenstein, de Mary Shelley (1818). Então, é melhor fazer o seguinte: deixar para lá a questão da primeira ficção científica e tratar do autor e de sua obra. 







Herbert George Wells foi professor, jornalista e escritor. É mais famoso por suas obras de ficção, que os especialistas classificam como romances utópicos. A expressão pode passar uma ideia equivocada: a de o autor retratar futuros idílicos, cenários paradisíacos, coisas assim. Nada disso. 


Pensem em Guerra dos Mundos (The War of the Worlds, 1898), quando uma invasão marciana arrasa a Inglaterra. Nessa história, todos os recursos humanos mostram-se inúteis para enfrentar uma tecnologia superior, porém no final, quanto tudo parece perdido, um elemento da natureza, absolutamente alheio à ação humana, intervém para salvar a civilização impotente. Onde estaria a utopia ?


É que transparece nas obras de Wells que o autor deseja um mundo melhor. Mas esse desejo se manifesta nas entrelinhas das narrativas. O leitor não encontrará discursos políticos em A Máquina do Tempo, mas o enredo o levará a pensar, entre outras, sobre questões sociais


Na obra, H. G. Wells nos leva a acompanhar o protagonista, simplesmente chamado Viajante do Tempo, até um futuro distante - mais precisamente, ano 802.701 - onde encontra descendentes da espécie humana, denominados Eloi - vivendo no que parece ser, a princípio, uma realidade paradisíaca. Gradativamente, vai descobrindo que algo "não fecha" no aparente paraíso.







Os Elói comunicam-se de forma rudimentar, abrigam-se em prédios em ruínas - presumivelmente o que restou de nossa civilização - e não trabalham. Vivem sem preocupações, quase como crianças. O Viajante pergunta-se: por que não existem velhos ? De onde vem a comida ? E as roupas ? E por que esses seres tem pavor da noite ?


Vem então a terrível revelação: existem outros humanoides vivendo no mundo futuro. Também descendentes da espécie humana, mas de aspecto monstruoso. São os Morlocks, que vivem na escuridão subterrânea e, portanto, não suportam a luz do dia. Ainda dominam um pouco da tecnologia de seus antepassados e, o pior: são predadores dos Eloi..  



Trata-se de uma obra de ficção e aventura, na qual transparece a preocupação de Wells com as diferenças sociais, mais claramente no momento em que o  Viajante do Tempo cogita que Elois e Morlocks podem ter origem em diferentes classes de nossa sociedade.  



Quanto à especulação científica, é preciso dizer que o mecanismo da máquina não é explicado em momento algum. O que importa é o que ela faz. Isso é o bastante, tanto para contar a história como para mexer com a imaginação do leitor. A exposição sobre a "quarta dimensão", no início da obra, até é interessante, mas baseada em entendimento há muito superado, valendo lembrar que A Máquina do Tempo é anterior aos trabalhos de Albert Einstein.
 


O genial físico alemão afirmou que o espaço e o tempo estão entrelaçados. "Tudo no Universo se move a uma velocidade distribuída entre as dimensões de tempo e espaço."  Assim, uma hipotética viagem no tempo ocorreria simultaneamente no tempo e no espaço. Na obra de H. G. Wells, diversamente, o Viajante move-se apenas no tempo, podendo até assistir o efeito da passagem dos dias sobre o ambiente a sua volta. 






O livro de Wells estimula o leitor a pensar, imaginar, questionar e quem sabe até pesquisar e tirar suas próprias conclusões. Parece que convida o leitor a pensar com ele, mesmo que chegue a conclusões diversas. EA Máquina do Tempo,  mostrou num futuro distante uma condição selvagem e sinistra para a espécie humana, mas cabe ressaltar que o viajante do tempo retorna para sua época para contar o que viu. O amanhã apavorante que presenciou, além de distante, é apenas uma possibilidade.


CONTINUARÁ.


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