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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

GUERRA NAS ESTRELAS ERA ASSIM




Esta é apenas uma vinheta que aproveita um vídeo há muito postado no You Tube, que bem demonstra a diferença entre os filmes da primeira trilogia de Star Wars (episódios IV, V e VI) e os atuais. 

Não vou me desgastar em comentários sobre o episódio VIII. Digo que achei um pouco melhor que o episódio VII, mas realmente só "um pouco". Talvez seja bom para os jovens de hoje. Não sei, é outra época. Mas uma coisa eu digo: não se treina mais um Jedi como antigamente !


terça-feira, 2 de maio de 2017

MÚSICA DAS ESTRELAS





Os bons filmes geralmente se fazem acompanhar de boas trilhas sonoras e, em muitos casos, filme e música formam um conjunto inseparável ! É o caso da saga Star Wars. Por mérito do maestro John Williams


Protagonista de um currículo impressionante, Williams compôs quase todas as trilhas da franquia - a exceção é Rogue One, assinada por Michael Giacchino - e muitas outras, como as músicas dos quatro filmes de Indiana Jones; os três primeiros de Harry Potter E. T.;  o primeiro longa do Superman; Jurassic Park... E por aí vai ! A lista é longa.



Em termos de premiações, vale registrar que o maestro atingiu a impressionante marca de 50 indicações para o Oscar ! Dizem que fica atrás apenas de Walt Disney. Levou cinco estatuetas para casa.



As trilhas de John Williams tem morada certa na memória afetiva de todo nerd Inclusive dos mais antigos. Lembram dos temas dos seriados Perdidos no Espaço, Túnel do Tempo e Terra de Gigantes ? Legais, não ? Composições dele ! Na época em que era creditado como Johny Williams.  



Mas nosso querido maestro tem uma relação especial com Guerra nas Estrelas. Tanto assim que já se ofereceu para compor as músicas do Episódio VIII. Isso que já passou dos 84 anos ! Será obra da Força ?


Recentemente, John Williams apareceu de surpresa na Star Wars Celebration, ocasião em que regeu a Orquestra Filarmônica de Orlando num miniconcerto que homenageou Carrie Fischer e apresentou os principais temas da franquia. Show !




sábado, 8 de abril de 2017

UM POUCO DE CIÊNCIA SOBRE O FILME "A VIGILANTE DO AMANHÃ"





Sobre o tema, recomendo os vídeos do canal NERDOLOGIA.

Aqui compartilho o Nerdologia 219, que trata da "singularidade humana", mas também recomendo o Nerdologia 220, sobre "ciberguerra"

E quer saber de uma coisa ? Recomendo o canal como um todo, é muito bom ! 


https://www.youtube.com/channel/UClu474HMt895mVxZdlIHXEA


sexta-feira, 31 de março de 2017

GHOST IN THE SHELL.







Saudando o lançamento do filme (A Vigilante do Amanhã),
 lembramos o primeiro anime.
Postagem publicada originalmente em 12.11.2013




por Quatermass



O Fantasma do Futuro (Ghost in the Shell – 1995) é um anime pouco divulgado e que merece ser conhecido.


Meu primeiro contato se deu por acaso: no extinto blog Papaia Celestial, do Eudes Honorato. Esse cara é incrível: até hoje ainda não descobri como conseguia postar tantos filmes de qualidade e bem legendados diariamente. Na época (uns cinco anos atrás), ao ler a sinopse, bateu a curiosidade. Já vou adiantando que não é um desenho de fácil digestão. 




 

 


A abertura começa com a reconstrução de uma policial: o que restou de seu corpo foi embalado em uma armadura humana. Logo, para Motoko Kusanagi a questão da nudez e da feminilidade é puramente acadêmica: é como um espírito na concha), ela é líder de sua equipe e mais nada. Não há lugar para erotismo no filme; esqueça as personagens sensuais e extremamente erotizadas de Leiji Matsumoto. 







Filme feito a seis mãos – foi dirigido por Mamoru Oshii e escrito por Kazunori Itô e Masamune Shirow (criador do mangá) – é curto e grosso: um hacker chamado Mestre das Marionetes controla temporariamente suas vítimas. Elas agem como zumbis, sem se darem conta de seus atos. A Seção 9 investiga a atuação de outro grupo que possa estar atrás do controlador dos fantoches.










  



Mas o filme vai além: descobre-se que o suposto hacker nada mais é senão um programa extremamente sofisticado, para quem os humanos não passam de números. Dizem... repito, dizem... que sua abordagem cyberpunk influenciou a popular, insossa e pouco original trilogia Matrix, dos Irmãos Wachowski. Seu visual é deslumbrante, beirando delírio. 






Criticamente falando até achei que a história bem que poderia ter se desenvolvido mais, é daqueles filmes que terminam e o espectador ainda fica aguardando o desenlace final; o enredo prende a atenção, apesar da pouca duração e trama complexa, há questões mal resolvidas que prosseguem na continuação de 2002. Como ainda não assisti o segundo filme, fica para a próxima vez! Fui!


segunda-feira, 27 de março de 2017

KING KONG E O RETORNO DOS MONSTROS





por Thintosecco


Confesso que tenho certa atração por filmes polêmicos. Me refiro àqueles que uns amam e outros odeiam. Dá vontade de assistir, nem que seja só para ter a minha própria opinião. 

Inicialmente não dei a mínima atenção para Kong: A Ilha da Caveira. Principalmente por considerar uma missão impossível alguém fazer outro filme do macacão do mesmo nível ou melhor que aquele do Peter Jackson, cujo único defeito é ser muito longo. Depois, em razão de comentários muito negativos em relação ao roteiro - que considero o quesito mais importante em um filme. 

Mas fiquei sabendo de gente que gostou. Me dizem que é um "b-movie" assumido, que não quer ser levado a sério, mas apenas divertir. É puro "quebra-pau", filme de monstros, como os de antigamente. Fiquei um pouco curioso.

Consta que a intenção dos produtores é justamente recuperar a linhagem dos filmes de monstros, dizem que já está sendo preparado o retorno do Godzilla e, é claro, o enfrentamento do Godzilla com o King Kong. Mais, que o Mothra poderá entrar na história. Fiquei mais curioso.

Então me dei conta de quanto é clássico o Kong. O filme original de 1933 é um dos maiores clássicos da ficção e serviu de inspiração para um gênio dos efeitos especiais como Ray Harryhausen e sabe-se lá quantos outros criadores. Clássico é clássico e tem que respeitar. 

Mais. A Ilha da Caveira tem cenas inspirada em outra obra-prima, Apocalipse Now; a história é ambientada em 1973 e a trilha sonora é das boas, muito boas !

Passei da indiferença à vontade, grande, de assistir !  Viva a mudança de ideia !

Se não der pra ver no cinema - já vai sair de cartaz - vai ser na telinha mesmo.


   

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

UMA EMOÇÃO PARA ASSISTIR ROGUE ONE




 por Thintosecco



O título original desta postagem incluiria a palavra "razão" no lugar de "emoção". Mas penso que dificilmente encontraria um motivo lógico para gastar tempo e dinheiro com este novo Star Wars. 


Encontrei tais motivos para conferir o Episódio VII, que despertou-me muito mais a frustração do que a Força. Tinha motivos de sobra para desconfiar de Rogue One, mas aguardei pelos comentários.


E, então, a surpresa, quando me deparei com nerds da antiga muito emocionados pelo filme. E é por isso que irei assistí-lo, não guiado pela razão, mas pelo chamado do coração.

Sugiro que confiram a crítica do Rodolfo Castrezana, o "Nerd Rabugento".

Valeu !


NO TEMPO DAS VHS.


 



por Quatermass



Toda vez que comento com alguém como foi o início da locação de fitas VHS me sinto como um velho contador de histórias, um Pantaleão, ou alguém tentando passar uma conversa!


Mas é sério! Foi assim: “Era uma vez...” um sujeito que ganhou de aniversário um videocassete Sharp, o VC-8510, lá no longínquo ano de 1982.   Ganhei porque, de tão caro na época, só pedindo pro “papito”. 


E as fitas BASF, importadas da Alemanha, custavam 1/10 do valor do aparelho ! Coisa de pequeno burguês, vão pensar ! Aí penso eu: se gosto de filmes, nada mais justo tê-los.


Num primeiro momento, via TV – que, na época, a de sinal aberto ainda mantinha uma ótima programação. Depois, via locadora de vídeo. E é neste momento que a coisa parece fugir da realidade e ingressar no mundo da ficção ! 






Quando foi adquirido o desejado aparelho, de brinde acompanhava um técnico para instalá-lo: F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O ! Incrível, né? Alguém para ligar o cabo na entrada da antena no videocassete e outro do aparelho para o televisor ! 


E esse cara já vinha com a dica de uma locadora para que a vítima lá se associasse. Além do cadastro, o bem intencionado locatário deveria deixar uma JÓIA em garantia (falei J-Ó-I-A) – óbvio: vá que alguém retirasse uma inestimável fita pirateada e não a devolvesse mais !!!

 
E por falar em pirataria, essa já era a regra. Se hoje dizem por aí que DVD pirata estraga o player, agora imagine uma fita vagabunda, com imagem sofrível, legenda medonha, mal traduzida, e de tão suja que toda hora tinham que ser limpos os cabeçotes. 






Não é mentira, até já contei essa pro Thintosecco !  Certa vez loquei Mad Max 2 com uma legenda peculiar: quando o fundo era claro, os caracteres eram pretos e se mudasse passava para o branco !!! Legendinha em amarelo? Luxo! A tradução era mais cômica que a dublagem mal feita do primeiro Jornada nas Estrelas. 


Cômicos também eram os estabelecimentos comerciais destinados à locação: uns tinham fichários com sinopses do filmes; em outros, as fitas eram simplesmente espalhadas pela loja sem critério algum – até pelo chão! Algumas cobravam adiantado, em outras pendurava-se.


Mas uma das coisas mais irritantes para o cliente ouvir e receita certa para a quebra deste tipo de negócio era quando o atendente dizia “o filme está na rua” – traduzindo: é lançamento, só há uma fita, já tem fila de espera e tu és o trouxa que ficará para o final!






Mas nos anos oitenta havia mais emoção em alguns aspectos, diferente do que é hoje. Se a quarta versão de Indiana Jones é anunciada para o dia 03 de outubro, todas as lojas passarão a comercializar a partir desta data. Os anos oitenta eram diferentes não apenas pelo reinado da pirataria. Havia uma baderna quanto aos lançamentos: as locadoras publicavam anúncios nos classificados de jornais noticiando a chegada deste ou aquele filme. 


Em suma: o acervo de uma locadora era completamente distinto da outra, pois os fornecedores vinham de toda parte. Dificilmente existiam dois filmes pirateados iguais: podia-se encontrar qualquer versão do Dr. Quatermass numa ou um clássico esquecido em outra, mas nunca os dois.



Em 1988, com a imposição da fita legalizada e o recolhimento das copias, houve um aumento significativo de qualidade do produto, mas representou também o fechamento de muitos estabelecimentos que ganhavam dinheiro rápido e fácil gastando pouco.







Algumas locadoras permanecem ainda funcionando desde os anos oitenta – eu, por exemplo, sou associado de uma no bairro Bom Fim há 21 anos. Surgida em dezembro de 1986, em janeiro de 1987 ela anunciou o recebimento de Aliens - O Resgate. Resultado: fui lá e em associei. Hoje é uma das grandes sem pertencer às Blockbusters, mas que soube se adaptar e crescer frente às mudanças e novidades tecnológicas. 


Mesmo que hoje em dia ainda prefira o disco em vinil ao CD, um dia aposentarei definitivamente o videocassete, mas será muito antes do meu toca discos!  


Postado originalmente em 06.10.2008.

 

 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O VÔO DA FÊNIX.






por Quatermass



Se, em Náufrago, Tom Hanks construiu uma embarcação, dotada de uma improvisada vela, que diria de construir um avião a partir dos destroços de outro? Esta é a ideia central de O Vôo da Fênix (The Flight of the Phoenix- 1965).


Durante uma viagem sobre deserto, um avião de transporte trazendo uma coleção de sujeitos irredutíveis cai em razão de uma tempestade de areia. Os sobreviventes têm diante de si um dilema: a divisão de liderança. 


Vários apresentam diferentes opções aos demais, mas que aos poucos vão caindo na real. Sobram duas alternativas: ficar e esperar ou construir um novo avião, juntando parte da asa e fuselagem com a outra asa.


Mas não é uma opção fácil! Há conflito entre dois dos protagonistas: o Capitão Frank Towns (James Stewart) e Heinrich Dorfmann (Hardy Kruger). São líderes natos, mas de convivência difícil e esta disputa perdura por todo o filme. O co-piloto, Lew Moran (Sir Richard Attenborough), é o intermediador entre os dois e destes com o grupo, representa o bom senso !


Em momentos de crise não bastam lideranças, deve haver clareza de ideias e determinação de alguns. E, por linhas tortas, é construído o avião. 













É um grande filme, baseado em conflito, conflito e mais conflito. O clímax: concluída a máquina voadora, é revelada a verdadeira profissão de Dorfmann e o tipo de aparelho que foi construído pelos sobreviventes, no qual depositaram todas as suas esperanças. 


Uma comparação é inevitável: se em náufrago a loucura da solidão instigou o protagonista a construir uma embarcação de troncos e vela metálica; em O Vôo da Fênix, a loucura decorrente do orgulho e não o calor inclemente do deserto foi o principal obstáculo.


A mensagem do filme de Robert Aldrich é clara: o homem é mais perigoso que o meio, pois ao mesmo tempo em que pode superar adversidades, pode também inviabilizar a própria sobrevivência. 


Chega-se a conclusão que, superando os prognósticos, foi Lew Moran quem realmente salvou o grupo. Mesmo aparentando inferioridade (em razão da bebida) ante os dois principais antagonistas, foi o único dotado da verdadeira lucidez durante a crise e o principal motivador do grupo. A superação começa assim: pelo autoconhecimento. 


 




Postado originalmente em 13.03.2008.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

PARA VER E OUVIR - SIMBAD




Música de Bernard Herrmann + efeitos de Ray Harryhausen = uma grande parceria, como visto em Simbad e a Princesa  ("The 7th Voyage of Sinbad", 1958).


 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

LUTO



Leonard Nimoy (26.03.1931 - 27.02.2015)



Não me sinto em condições de escrever várias coisas que me passam pela cabeça neste momento. Poderia dizer que é como se fosse alguém de família. Seria falso, porque ELE É DA FAMÍLIA. Do coração.

Repriso, abaixo, nossa postagem de 27.03.2011, alusiva ao seu aniversário de 80 anos. 

Sugiro que assistam ao vídeo, onde ele explica a origem da saudação vulcana e também recomendo a leitura dos comentários.


Acima, Nimoy fazendo a saudação "Vida Longa e Próspera", que ele criou para seu eterno personagem, o sr. Spock.

Abaixo, um poema postado no twitter ainda neste mês. 
 


"Você e eu / aprendemos / A música do amor
E nós cantamos bem
A música não tem idade / e foi passada
Coração a coração / Por quem / Viu / O que vimos / E soube / O que sabemos
E amantes que já / Cantaram antes
Nosso amor é nosso / Para guardar / E dividir
O milagre é esse / Quanto mais dividimos / Mais temos". 

(Leonard Nimoy)



Vá com Deus, irmão !


 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

OS DIAMANTES DO DIABO






 por Quatermass



Os Diamantes do Diabo (A Twist of Sand - 1968) é um filme de aventuras B reprisado várias pela Rede Tupy nos anos setenta. Mas como cheguei até este filme? Através de exercício de memória, perseverança e uma surpresa final. Passados mais de trinta anos, algumas imagens ainda permanecem: a Costa do Esqueleto, um tesouro no deserto e um submarino alemão. 


Desde que conheci Thintosecco compartilhamos diversos filmes raros. Das acaloradas discussões sempre fui reticente a este filme inglês em especial, pois já cometi diversas confusões a respeito. 


Pra começar a Costa do Esqueleto: região litorânea da Namíbia, que coleciona mais de duzentas carcaças de navios encalhados. Se de um lado realmente existe um local com este nome, por outro, ao pesquisar na Internet, sempre acabava no filme alemão A Costa do Esqueleto (The Skeleton Coast – 1964), um filme policial fraquinho. E aí? Daí que seguia adiante e voltava para o alemão.


Mas eram tantas as discrepâncias, que não podia ser o mesmo filme. Cansado do IMDb, parti para o Wikipedia para saber mais sobre a Costa do Esqueleto. Neste momento, num lampejo de inteligência, desci a página até as sempre presentes referências no rodapé.


E voilá !  Lá está a menção de A Twist of Sand com uma mini sinopse.  E o nobre internauta perguntará: que diabos este cara vai atrás de um filme de 1968, se agora estão passando no cinema joias como O Jogo da Imitação e Birdman ? Quem sabe se daqui a 46 anos estes dois filmes não ficarão na lembrança de algum cinquentão, que estará fazendo o mesmo garimpo?  







 


Os Diamantes do Diabo tem um nome pomposo de um filme mediano. Talvez em razão de seu irregular diretor, Don Chaffey: em seu histórico dirigiu o ótimo Jasão e o Vêlo de Ouro (1963), o mediano Mil Séculos Antes de Cristo (1966) e a goiaba Criaturas que o Mundo Esqueceu (1971).







A história: sabedor da existência de diamantes escondidos em meio aos destroços de um galeão na Costa do Esqueleto um ex-oficial da marinha britânica arregimenta uma tripulação suspeita e sai atrás das pedras. Será necessária habilidade para adentrar pela costa sem naufragar. E ainda há um tripulante de submarino alemão que agora está sob o comando de seu algoz inglês. 






A história é melhor que o filme, que não faz feio. O  valor sentimental é muito maior que a obra em si. E a surpresa: aonde encontrar? Não saia por aí procurando DVD ou Blue Ray que não vai achar. Também não consta em catálogo de qualquer grande livraria ou locadora de vídeo. Não irás encontrar em sites ou blogs de downloads duvidosos, que pedem número de celular, seu endereço eletrônico ou uma conta no Google. Não acharás nos camelôs em meio a DVDs pirateados. 





Então, a revelação: está em domínio público ! Um filme de 1968 ! É só entrar no archive.org ou YouTube e baixar com um clique ! Apesar de tudo que falei antes, recomendo e muito. Aliás, recomendo as duas coisas: o garimpo e o filme. Por uma única razão: também vi Birdman e O Jogo da Imitação, e os achei ótimos, mas são novos e ainda não sabem como envelhecer.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

SOB A PELE






 por Quatermass



Sob a Pele (Under the Skin – 2014) é único dentro do gênero ficção científica.  Até então nunca havia visto um filme tão discreto. Sem grandes badalações, diz a que veio. Melhor falando, não diz nada, não é autoexplicativo.


Após 46 anos, surge um filme contundente. Gosto muito de usar paradigmas, tais como 2001 (1968) e Solaris (1972), e diante destas duas obras, no entanto, Sob a Pele não possui divagações complexas. Pela maneira como a história se desenrola, é que o diretor Jonathan Glazer se aproxima de Kubrick e Tarkovski


Do primeiro ao último minuto não há uma grama sequer de pena do pobre cinéfilo. Por isto fiquei de boca aberta. É como se o filme fosse uma carreta correndo a 150 km/h, e o expectador fosse o motorista de um fusca 1200 correndo atrás. 


A história começa quando uma alien utiliza-se das vestes de uma mulher morta. Daí começa a peregrinação em busca de homens solitários e sem família. Até que seu contato físico excessivo leva a anti-heroína a desenvolver novos sentidos, perturbando-a. 











Por não conter explicações fáceis não significa que esteja ludibriando; pelo contrário, o filme é uma feliz releitura de obras de sessenta anos atrás, associada com paisagens pouco usuais da Escócia e uma lindíssima atriz (Scarlett Johansson). Sobre esta última, até nua em pelo ela aparece, mas tão sinistra e perturbadora são as cenas, que sua nudez torna-se secundária. 


A comparação mais próxima seria da policial ciborg de Ghost in the Shell (1995). A pele é uma casca que tem uma única função: caçar, atrair a vítima. Neste caso, Scarlett Johansson é a predadora que, em parceria com seu colega ET, atrai suas vítimas masculinas e depois as mata. Não existe sensualidade, apenas o propósito. 












Está em permanente modo de caça. Num primeiro momento a predadora atrai, posteriormente utiliza-se inteligentemente da solidão humana e da fragilidade emocional para consolidar a conquista.


A fêmea e seu comparsa não possuem nomes (assim como todo o elenco), a trilha sonora generosamente substitui conversações supérfluas, a ponto de inexistir diálogos entre os dois. No filme não há explicações dos motivos, da maneira pelas quais mata, somente narra friamente o ‘modus operandi’






Finalmente, digo que não há discos voadores, raios laser, ets gosmentos e mocinhos bodosos; ao contrário, há somente uma fera voraz que de repente, deixa de ser a caçadora para ser a caça.



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