segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

SOB A PELE






 por Quatermass



Sob a Pele (Under the Skin – 2014) é único dentro do gênero ficção científica.  Até então nunca havia visto um filme tão discreto. Sem grandes badalações, diz a que veio. Melhor falando, não diz nada, não é autoexplicativo.


Após 46 anos, surge um filme contundente. Gosto muito de usar paradigmas, tais como 2001 (1968) e Solaris (1972), e diante destas duas obras, no entanto, Sob a Pele não possui divagações complexas. Pela maneira como a história se desenrola, é que o diretor Jonathan Glazer se aproxima de Kubrick e Tarkovski


Do primeiro ao último minuto não há uma grama sequer de pena do pobre cinéfilo. Por isto fiquei de boca aberta. É como se o filme fosse uma carreta correndo a 150 km/h, e o expectador fosse o motorista de um fusca 1200 correndo atrás. 


A história começa quando uma alien utiliza-se das vestes de uma mulher morta. Daí começa a peregrinação em busca de homens solitários e sem família. Até que seu contato físico excessivo leva a anti-heroína a desenvolver novos sentidos, perturbando-a. 











Por não conter explicações fáceis não significa que esteja ludibriando; pelo contrário, o filme é uma feliz releitura de obras de sessenta anos atrás, associada com paisagens pouco usuais da Escócia e uma lindíssima atriz (Scarlett Johansson). Sobre esta última, até nua em pelo ela aparece, mas tão sinistra e perturbadora são as cenas, que sua nudez torna-se secundária. 


A comparação mais próxima seria da policial ciborg de Ghost in the Shell (1995). A pele é uma casca que tem uma única função: caçar, atrair a vítima. Neste caso, Scarlett Johansson é a predadora que, em parceria com seu colega ET, atrai suas vítimas masculinas e depois as mata. Não existe sensualidade, apenas o propósito. 












Está em permanente modo de caça. Num primeiro momento a predadora atrai, posteriormente utiliza-se inteligentemente da solidão humana e da fragilidade emocional para consolidar a conquista.


A fêmea e seu comparsa não possuem nomes (assim como todo o elenco), a trilha sonora generosamente substitui conversações supérfluas, a ponto de inexistir diálogos entre os dois. No filme não há explicações dos motivos, da maneira pelas quais mata, somente narra friamente o ‘modus operandi’






Finalmente, digo que não há discos voadores, raios laser, ets gosmentos e mocinhos bodosos; ao contrário, há somente uma fera voraz que de repente, deixa de ser a caçadora para ser a caça.



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

QUATERMASS RISES AGAIN !



Este não é o título de um filme.

Refiro-me ao retorno do crítico dos críticos dos filmes de ficção.

NESTE BLOG.


EM BREVE.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O FILME DA HORA




por Thintosecco



O JOGO DA IMITAÇÃO se passa durante a Segunda Guerra Mundial e conta a história do matemático inglês Alan Turing, que foi não apenas um herói daquele conflito, pelos aliados, mas um herói da ciência da computação. 

Em 1943, sob sua liderança foi projetado o Colossus, computador que utilizava símbolos perfurados em fitas de papel que processava a uma velocidade de 5 mil caracteres por segundo. O Colossus tinha a missão de quebrar códigos alemães ultra-secretos produzidos por um tipo de máquina de codificação chamada Enigma. Os códigos mudavam frequentemente, obrigando a que o projeto do Colossus devesse tornar a decifração bastante rápida. 

Através da máquina de Turing, a codificação nazista foi decifrada, e as informações contidas nas mensagens que as Máquinas Enigma não protegeram são geralmente tidas como responsáveis pelo fim da Segunda Guerra Mundial pelo menos um ano antes do que seria de prever. 




O Colossus foi o primeiro computador eletrônico programável construído pelo Homem. Quanto ao ENIAC (Electronic Numerical Integrator Analyzor and Computer), que muitos mencionam como sendo o primeiro computador, também foi inventado com o objetivo de ajudar o exército americano durante a 2ª guerra mundial, mas só ficou pronto depois do término da guerra, em 1946.

Turing foi perseguido em razão de sua orientação sexual. Como homossexual declarado, no início dos anos 1950 foi humilhado em público, impedido de acompanhar estudos sobre computadores, julgado por "vícios impróprios" e condenado a terapias à base de estrogênio, um hormônio feminino o que, de fato, equivalia a castração química e que teve o humilhante efeito secundário de lhe fazer crescer seios (ginecomastia).

O filme é um dos favoritos ao Oscar 2015. 

Recomendo a análise do filme feita pelo site TECHMUNDO :

 
Links de referência:


MÁQUINA ENIGMA (Wikipedia) 




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