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sábado, 14 de novembro de 2009

A AVENTURA NO RÁDIO parte 3 (final)

Thintosecco




Era uma vez, nos anos 80, a história de dois garotos que pensaram em montar uma rádio pirata. É também um pedaço da história de um dos programas mais interessantes que houveram no rádio e do qual nós tivemos honra de participar, ao menos por um dia.



Enfim, chegara o dia e a hora de irmos ao ar. O programa que o Tioguara e o Gordo apresentaram foi dedicado ao tecladista Rick Wakeman - conhecido pelo trabalho no grupo Yes, mas com uma carreira solo também brilhante. A escolha do Rick foi não apenas por uma questão de gosto, mas também pragmática: a Kitty, irmã mais velha do meu parceiro, possuía metade dos álbuns do nosso artista. Quantos aos outros, compramos em sebos - na Av. Borges de Medeiros ou na Marechal Floriano - onde na época eram mais mais fáceis de achar - lembrando que estávamos no tempo dos LPs e nem sonhávamos com o (bendito) download.




Subimos o morro Santo Antônio até o prédio da Band (antiga Difusora), onde funcionavam, além da TV, as rádios Band AM e FM. E a Ipanema FM. Naquele tempo - não sei se ainda é assim - os estúdios eram dividios em dois espaços principais: a sala de locução e a sala de operação, separadas por um janelão de vidro, tipo aquário. Fomos recebidos pela Kátia Suman, que seria, por aquela noite, nossa "chefe". E recebemos os últimos toques: "Podem falar devagar. Um minuto no rádio é bastante tempo, o suficiente." "Enquanto um de vocês fica aqui, no microfone, é bom o outro ficar lá com o operador, ajudando a achar as músicas nos discos." "Vou ficar com vocês aqui no primeiro bloco, depois tenho coisas para fazer. Vou deixar vocês com o Genésio (o operador) e volto mais tarde." Tudo muito simples, na teoria.


Passando à prática... Quando do operador deu o sinal de positivo do lado de lá do aquário e acenderam os luminosos "NO AR" (eram dois, um acima do aquário e outro acima da porta), digo para vocês: que coisa mais difícil falar devagar! A vontade era de dizer tudo num só segundo e terminar o assunto para ontem!

De qualquer jeito, mesmo que "meio no susto", estávamos no ar. E colocando o nosso som, do nosso gosto e do nosso jeito, independemente dos ditames da moda da época! Começamos logo com Viagem ao Centro da Terra, sendo que um dos trechos do álbum foi usado como cortina para os oito blocos do programa. No caso, o trecho da luta dos "dinossauros", que consta no vídeo a seguir:






A discografia do Wakeman é rica em adaptações de obras de ficção, lendas ou ainda episódios históricos. Algumas vezes criou suas próprias viagens, como no álbum “No Earthly Connection” (1976). Adaptou musicalmente clássicos da ficção científica, como “Viagem ao Centro da Terra” (1974) e "1984" (em 1981). Seu período de maior sucesso foi entre 1975/76, época em que, após o “Viagem...” lançou o também clássico “Mitos e Lendas do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda” (1975). Antes disso, em seu primeiro álbum, a inspiração veio da história inglesa, com “As Seis Esposas de Henrique VIII” (1971). Outro disco deste tipo, também interessante, foi o “Criminal Record” (1977).



Fora isso (como se fosse pouco...), o cara também compôs trilhas de filmes e documentários. Realizou alguns trabalhos como músico de estúdio (usando pseudônimos), entrou para o Yes, depois saiu, então voltou... num vai-e-vem que segue até hoje! Mas essas são histórias muito longas para esse post...






Uma das coisas interessantes que aconteceram naquela noite foi descobrirmos que haviam muito mais pessoas que curtiam o som progressivo do Wakeman – e que estavam ligadas no programa – do que imaginávamos. Soubemos disso pelo telefone, que tocou várias vezes. E foi muito legal ter recebido alguns elogios. Só não deu para atender aos pedidos de músicas, porque a programação já estava acertada. Não esqueço até hoje do cara que queria ouvir a faixa "Júlia", do disco 1984.





Atendíamos o telefone na sala do operador. E confesso que gostei mais de estar ali do que em frente ao microfone. Talvez fosse o lado nerd falando mais alto. Ali havia um território a explorar: equipamentos principalmente. Não sei dizer pra vocês qual era a marca dos dois pratos que tocavam os discos de vinil, mas com certeza eram muito bons. Uma coisa que achei curiosa: os cartuchos que continham as gravações dos comerciais. Na aparência até tinham um pouco a ver com os cartuchos de vídeo-game, porém maiores; entretanto continham fitas mais largas que as cassete e que, aparentemente, utilizavam um rolo só. Hoje, devem ser peças de museu.


Notei num canto uma fita de rolo - daqueles modelos bem antigos - que rodava bem devagar, mas nunca parava. O Genésio então explicou que aquela era a fita do DENTEL, que gravava tudo, o tempo todo, até os comerciais. Era o regime militar que ainda se fazia presente, muito embora já em seus últimos momentos.





Foi uma experiência incrível. No final do programa, juntamos nossos discos, nos despedimos e voltamos para casa. Nada mudou em nossas vidas por causa daquela aventura no rádio. Mas ficou a satisfação de ter lutado por um sonho - o de colocar no ar um som diferente e de mais qualidade - e ter realizado alguma coisa, mesmo que um pouquinho só, por duas horas. E sabem de uma coisa? Encontrar de tempos em tempos alguém que ouviu aquele programa é algo muito especial.

Especial também foi, como já disse outras vezes, o surgimento da Ipanema FM nos anos 80 em Porto Alegre. Também o trabalho da Kátia Suman, que criou e manteve o programa Clube do Ouvinte.

Agradeço muito ao amigo Henrique a oportunidade de ter participado daquela empreitada. E também por ter me apresentado à música do Wakeman e de outros grandes artistas. Agradecimentos também a todos que ajudaram de uma ou outra maneira, em especial à Maiara.

Quanto a esta postagem, é importante reconhecer o trabalho do ROLT, que realiza as obras de arte que são os clipes que aproveitei nessa postagem e os disponibiliza no You Tube. Temos agora músicas do Rick Wakeman não apenas para ouvir, mas também para ver! Muito legal. E encerro esta postagem com a faixa que abre o disco No Earthly Connection. Abraço!





Links:


Ipanema FM

Rick Wakeman

Canal do videomaker ROLT no You Tube


Postagens anteriores:

A Aventura no Rádio - parte 1

A Aventura no Rádio - parte 2

Outra Viagem ao Centro da Terra - parte 2 (atualizando)

sábado, 11 de abril de 2009

A AVENTURA NO RÁDIO parte 2


Tioguara


- Tu tá doido! Capaz!


Pra quem não conhece gírias gaúchas, explico que capaz quer dizer algo como “duvido muito”, com mais força, quando a gente se refere a algum evento impossível ou muito improvável. O meu amigo poderia ter sido até mais enfático, usando a expressão bem capaz! Mas talvez ele tivesse uma ponta de esperança naquela nova "viagem" : apresentar uma edição do Clube do Ouvinte da Ipanema FM.


– Isso aí deve ser panelinha! Tu acha que eles vão nos colocar no microfone da rádio? Nós, dois guris que nunca viram?


Sem tentar não dá pra saber, argumentei. Depois de ouvir do parceiro um segundo capaz, me comprometi de telefonar pra rádio para saber sobre os requisitos para realização de uma edição do programa.


Essa ligação demandou um certo preparo espiritual. Quero dizer: controlei os nervos o melhor que pude e à noite toquei o fio para a Ipanema. Qual não é a minha surpresa quando atende o telefone a própria “dona” do programa, a Kátia Suman, entoando com aquela sua voz aveludada e peculiar: Ipanema FM, boa noite! Ali já tremi na base, a coisa começava a tomar ares de seriedade. Lidei com o medo (ou ansidade, ou nervosismo, como queiram) de uma forma como em muitas outras ocasiões, mentalizando: “Medo por quê? Não to fazendo nada de errado, ora bolas!” E fui em frente. Meio gaguejando expus à Kátia minha intenção de participar do Clube do Ouvinte com um amigo. Os dois? Mas são dois apresentando no máximo, hein? Senão vira chacrinha. Foi a primeira regra. A seguir a locutora me explicou que deveríamos preparar um projeto do programa. Logo entendi que seria algo do tipo de um trabalho para o colégio ou faculdade.



Era meio formal a coisa, mas não iríamos desistir por causa disso. Recebemos então a FÓRMULA DO PROGRAMA:




1) O programa de duas horas é dividido em oito blocos de quinze minutos, sendo três deles correspondentes ao intervalo comercial. Dos doze de programa propriamente dito, um minuto é para locução e os outros onze, música tocando.


E daí decorriam os seguintes desdobramentos para o nosso projeto:


2) Vocês tem que colocar no papel o que vão dizer nesse um minuto de locução;


3) Também tem que constar as músicas de cada bloco e os respectivos tempos, de modo que fechem o total de 11 minutos.


Ih, um pouco de matemática... Mas não iríamos nos entregar.




Já o item seguinte preocupou um pouco mais:


4) Se liguem que vocês têm que trazer os discos de vocês! O acervo da rádio não é o que o pessoal pensa e a gente também não tem tempo de procurar!



Depois veio a última regra (última até aquele momento, porque depois viriam mais algumas orientações!). Essa até era óbvia:


5) O programa tinha que ser inédito.


Só que já haviam ido ao ar vários programas que tínhamos vontade fazer, como o do Pink Floyd e o do Rush. O do Jethro Tull ainda não tinha rolado, mas já estava agendado. E considerando que tínhamos que ter em mãos todos os discos da banda ou artista em questão, complicava um pouco. Até mesmo se a banda/artista não tivesse lançado muitos álbuns.



Lembro de um programa curioso que rolou na época: o do Marillion. Como a banda não tinha muitos discos oficiais até então, o cara completou com raridades e bootlegs, o que era uma brincadeira cara no tempo dos LPs. Outra curiosidade daquele programa é que a Kátia pegou no pé do cara que apresentou por causa da semelhança entre o vocal do Fish – vocalista do Marillion na época – com o do Peter Gabriel, ex-Genesis, do tipo: Tem certeza que ele não imita o Peter Gabriel? Certeza mesmo? Não me conformo! Contudo, aquele foi um ótimo programa, ocasião em que conheci essa excelente banda que nunca teve reconhecimento à altura de suas obras.




Voltando à nossa empreitada... Depois de cogitarmos de fazer um especial sobre o Yes, decidimos que o nosso programa seria sobre a carreira solo do grande tecladista daquela banda, o Rick Wakeman.


À parte do trabalho no Yes, o Wakeman lançou trabalhos solo muito interessantes, principalmente nos anos 70, sendo a maioria deles baseada em obras da literatura (Viagem ao Centro da Terra e 1984), folclore (Mitos e Lendas do Rei Arthur e Os Cavaleiros da Távola Redonda) ou fatos históricos (As Seis Esposas de Henrique VIII e o Criminal Record). Enfim, o cara criava em cima da História e de estórias. Sobre o álbum Viagem ao Centro da Terra já comentei aqui no blog, ocasião em que referi que o Wakeman fazia nos anos 70 o chamado rock sinfônico, que mesclava o rock com a música erudita, com direito a orquestra e tudo o mais.


Agora deixo a faixa que abre o állbum Mitos e Lendas: Arthur. Aqui, num clipe espetacular, reunindo imagens do filme Excalibur, produzido por um herói do You Tube: o Rolt. Aquele que souber retirar a espada da pedra, será Rei sobre esta terra! E na sequência, o Marillion, com Lavender.









A seguir, na terceira parte desse post, nós (acreditem!) no microfone da Ipanema.

sábado, 28 de março de 2009

A AVENTURA NO RÁDIO


Tioguara



No início dos anos 80, a programação das rádios FM de Porto Alegre era um saco! As rádios Cidade e Atlântida dominavam, mas suas programações eram quase idênticas. E muito previsíveis, já que repetiam cerca de dez vezes por dia a mesma lista de umas vinte e poucas músicas! Fora disso, havia a Guaíba FM - com suas músicas de sala de espera - e umas duas ou três outras emissoras menos lembradas, como a Capital e a Bandeirantes, que passavam quase despercebidas. Para quem queria ouvir um som diferente, a solução estava nos velhos discos de vinil, muitas vezes emprestados pelos amigos ou copiados em fitas cassetes de qualidade sofrível. Era um estado de coisas que precisava mudar.


É nesse ponto que começa a história de uma dupla de jovens nerds - Tioguara e Gordo - que então tiveram a idéia de uma plano infalível. Uso essa expressão não porque a idéia fosse brilhante, mas porque estava mais para os "planos infalíveis" das histórias da Turma da Mônica, ou seja, tinha tudo para dar errado. O plano era "apenas" o seguinte: usando nossos rudimentares conhecimentos de eletrônica (que se resumiam à alguma leitura de revistas e montagem de alguns kits) eu e meu amigo Henrique colocaríamos no ar uma Rádio Pirata! E nesta rádio tocaríamos as músicas que muita gente gostava, mas que nunca tocavam no rádio, tipo o Pink Floyd, Led Zeppelin, Jethro Tull... E artistas ótimos , mas menos conhecidos, como o Mike Oldfield, que jamais tocariam nas rádios comuns! E, pra completar, colocaríamos a "boca no trombone" contra o sistema opressor, que queria determinar até o nosso gosto musical!



A idéia então era muito ousada, senão maluca. Na época rádios piratas não proliferavam como hoje – nem a música famosa do RPM tinha estourado ainda – e ainda estávamos sob o regime militar, embora em seus últimos momentos. Antes de colocar em prática a rádio, já sabíamos quem seria o nosso arqui-inimigo: o DENTEL (Departamento Nacional de Telecomunicações, eu acho), que era o órgão que fiscalizava a atuação das rádios e TVs naquele tempo.


Não tínhamos material nem dinheiro. Só a vontade e aquele "fio" de experiência, com os kits das revistas. Mas acreditem: meu amigo conseguiu montar um pequeno transmissor de FM. Só que o alcance dele era de apenas alguns metros... Daí que a rádio até poderia ser uma rádio comunitária, desde que a comunidade fosse limitada à casa do próprio radialista! Serviu como brinquedo.


Mas não desistimos. Continuamos com a pesquisa por um transmissor mais potente. Mas, enquanto nosso projeto “subversivo” era sucessivamente adiado - fosse pelo preço ou pela dificuldade em encontrar as peças necessárias - algo diferente surgia no dial do três-em-um da sala.


Como já contamos outras vezes aqui no blog, um fato que marcou a geração dos anos 80 em POA foi o surgimento da Ipanema FM, uma rádio com uma proposta diferente das demais na época: raramente tocava os sucessos do momento, mas dava prioridade aos alternativos e às bandas que a galera pedia, novas ou antigas. O locutor Mauro Borba conta os detalhes dessa história no seu livro Prezados Ouvintes.





Resumindo, em meados de 1983, a gurizada ganhou uma opção diferenciada de rádio, apesar de muitos terem demorado um bom tempo para perceber.



A programação abrangia uma diversidade que ia desde a MPB até o heavy metal, passando pelo classic rock, progressivo, new wave, reagge, tecno, punk... quase qualquer coisa. Na Ipanema de então era mais fácil ouvir o Lou Reed ou o Egberto Gismonti do que o Michael Jackson ou a Madonna. Claro que havia certa variação, dependendo do horário e do apresentador. Nessa época, meus programas favoritos eram o Hora do Rush, no final da tarde, com o Mauro Borba, e o Central Rock, com o Ricardo Barão (quando rolava o som pesado e as bandas clássicas, chamadas “as véias”), que inicialmente era restrito às noites de sábado.



Já fazia algum tempo que a Ipanema estava no ar e a rádio inclusive já apresentava novos locutores. Entre estes, havia uma radialista que se destacava pela voz bonita e pela criatividade: a Katia Suman. A Katia trouxe para a Ipanema, entre outras novidades, uma que era extraordinária: um programa chamado Clube do Ouvinte.


A proposta desse programa era tão democrática que era até difícil de acreditar que fosse mesmo verdade. Nas noites de terça-feira, a rádio cedia, gratuitamente, um espaço de duas horas (repito, duas horas!) para que um ouvinte (ou uma dupla) contasse a história e tocasse as principais músicas do músico ou banda favoritos. Isso numa rádio de alcance e audiência consideráveis, na capital do Estado! E o intrépido ouvinte assumia mesmo o microfone da emissora, com ou sem formação pra isso, "na raça"!


Esse programa foi incrível: ali ouvimos muita música boa e conhecemos bandas e artistas interessantes, histórias curiosas também.Agora, o mais fantástico - pelo menos pra mim, já que essa aventura faz parte da minha história pessoal - é que alguns meses depois, por incrível que pareça, Tioguara e Gordo estariam no ar com aquele programa!


Essa parte da história fica para daqui a alguns dias. Por enquanto, deixo dois clipes que representam diferentes tribos, sendo que todas se encontravam e faziam a festa naqueles 94.9 do rádio!

Continua.






terça-feira, 26 de agosto de 2008

TRASH 80's





É um site? É uma rádio? Um pouco de cada. É diversão!



Achei bem legal esse rádio do site Trash 80's. Só músicas da época, nacionais e internacionais, dividas em vários rádios temáticas. Por exemplo, tem duas dedicadas a temas de filmes dos 80. Dá pra deixar rolando direto. Os controles são bem práticos e a fitinha cassete rodando dá um nostálgico especial.


Essa foi uma dica da Rô, querida colega nossa que seguidamente nos manda coisas interessantes por e-mail. Fica um beijo pra ela, que está no "estaleiro", e a recomendação pra visitarem o site Trash 80's ou ir direto ao rádio. Valeu!

Thintosecco

domingo, 21 de outubro de 2007

Radio Waves


Foi exatamente ouvindo a música Radio Waves do Roger Waters que resolvi fazer essa postagem. Na verdade, fazia um bom tempo que a gente queria divulgar algumas rádios on-line. Pode parecer ter pouco sentido se ligar em rádios hoje em dia, quando se pode ter um HD cheio de mp3 tocando o som que você quiser, a qualquer hora, na seqüência que se quiser. Sem falar que há sites onde se pode criar a própria rádio. Mas, para aqueles um pouco mais antigos, as rádios reais (aquelas com locutor ao vivo, comerciais até uma estaticazinha de vez em quando) têm um gostinho especial. Me lembro da época (lá se vai um quarto de século - p*m*, tô ficando velho mesmo) em que descobri que dava para ouvir rádios internacionais numas tais "ondas curtas", uma ciência meio obscura na qual foi introduzido por meu avô materno (uma grande figura). Não tinha paciência suficiente para aquilo, mas cheguei a curtir alguma coisa, mais pela curiosidade.
Hoje dá pra saciar os sonhos de guri, com muita folga, ouvindo rádios de todo o mundo. E tem coisa muito boa por aí. Hoje cito a Arrow Classic Rock, da Holanda. O nome já diz tudo e ela corresponde à expectativa. It's only rock'n'roll, but i like it!

E pra quem quiser procurar outras rádios, fica este grande portal nacional: http://www.radios.com.br/

Um bom domingo!

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