sexta-feira, 30 de outubro de 2009

STARSHIP TROOPERS


Quatermass





Baseado na obra de Robert Heinlein, Starship Troopers (1997), nos conta a história da eterna e invencível luta do homem contra os insetos!


Mas são insetos extremamente inteligentes, a ponto de realizarem ataques à Terra. Se não caiu a ficha ainda do nobre internauta, digo que é uma obra de ficção científica que se passa no espaço. Mais, que o homem vive em Estados fascistas com misto de way-of-life americano, cujos mocinhos são argentinos!!! Mas, infelizmente, Buenos Aires é arrasada por um ataque dos insetos (e quem sabe assim, a capital do Brasil, voltasse a ser Rio de Janeiro ou Brasília... mas é ficção)!




Paul Verhoeven emprega em seu filme um recurso visto anteriormente em Robocop: a mídia, que divulga, ironiza, propagandeia e, acima de tudo escancara todo seu aspecto nocivo, qual seja, manipulação, tal como Goebbels utilizou na Alemanha nazista.

As cenas de ação são boas, mas bobas e descartáveis. Não existe mensagem crítica ou filosófica; apenas nos apresenta um tipo de sociedade eclética, estranha e intragável, que dificilmente pode ser levada a sério. Quanto aos insetos, estes são mais coerentes, ao menos não assistem vídeos!!!






domingo, 25 de outubro de 2009

ACREDITE SE QUISER...


Thintosecco



A propósito dos mistérios postados aqui há alguns dias pelo Luciano, lembrei do programa Acredite Se Quiser. No caso, do programa exibido pela Rede Manchete nos anos 80, apresentado pelo ator Jack Palance e com dublagem (boa) da Herbert Richers. Aquele programa era uma salada mista de coisas ou fatos curiosos ou até bizarros, cuja abordagem variava desde o puro sensacionalismo até reportagens mais ou menos sérias. Nunca vi a versão mais moderna, mas tenho saudade do velho programa, que tinha também um ótimo tema de abertura, composto por (ele de novo!) Henry Mancini.






Esse programa tem uma origem interessante, sendo derivado de uma coluna de jornal, criada pelo cartunista Robert Ripley no distante ano de 1918. Ele recolheu informações de curiosidades, durante anos, que foi relacionando em sua coluna, que foi publicada durante muito tempo em diversos jornais do mundo. Se não me engano, até aqui no Rio Grande, no tempo do Correio do Povo em formato antigo (o "correião"), existia a coluna "Acredite Se Quiser".



No último vídeo, um bom momento do programa, com uma matéria sobre Thomas Edison e Henry Ford. No mais, mistérios sempre haverão de "pintar por aí". E aqui no blog também.


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ESSES HOMENS MARAVILHOSOS E SUAS MÁQUINAS VOADORAS


Quatermass




Esses Homens Maravilhosos e suas Máquinas Voadoras (Those Magnificent Men in their Flying Machines – 1965) é a melhor comédia do sub-gênero corridas.



Mais, é uma da melhores comédias dos anos sessenta e dirigida por um dos amigos de George Lucas: Ken Annakin (o mesmo de Uma Batalha no Inferno e O Mais Longo dos Dias). Conta-nos a história da primeira corrida de aviões entre a Inglaterra e a França, através do Canal da Mancha, no início do século passado.


Os participantes são representados estereotipadamente pelas principais potências da época: Japão (Yamamoto), Alemanha, Itália, França, Inglaterra e USA (estilizado num misto de cowboy com Irmãos Wright). É divertido não só pela corrida, mas também pela rivalidade entre a França e Alemanha (representada também pelo duelo de balões); o italiano bonachão (Alberto Sordi); a filha do dono do Jornal que banca a competição, que luta pelos direitos femininos, esculachando a fleuma inglesa.



Mas o personagem que rouba as cenas é o vilão: o “bad guy” Sir Percy (Terry-Thomas), o melhor vilão dos filmes de corrida que Hollywood já introduziu. Por fim, a canção-título do filme, composta por Ron Goodwin, tornou-se extremamente popular e perfeitamente identificada com a era das “máquinas voadoras” (e que eram assim chamadas).



De sobra, ainda pode-se assistir aos vôos de uma réplica do Demoiselle, criação de Santos Dumont, que mesmo pilotada pelo francês e não creditado, indiretamente rende homenagem ao genial brasileiro. Ótima comédia, ótima trilha sonora e ótimos personagens – rara combinação de sucesso que Annakin não conseguir repetir em Os Intrépidos Homens e seus Calhambeques Maravilhosos (Monte Carlo or Bust! - 1969).





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