sexta-feira, 21 de agosto de 2009

CHUCK BERRY



Thintosecco


Chuck Berry ou Charles Edward Anderson Berry (Saint Louis, Missouri, 18 de outubro de 1926) é apontado por muitos como o inventor do Rock and Roll. Enquanto ainda existem controvérsias sobre quem lançou o primeiro disco de rock, as primeiras gravações de Chuck Berry, como "Maybellene", de 1955, sintetizavam totalmente o formato rock and roll, combinando blues com música country e versos juvenis sobre garotas e carros, com dicção impecável e diferentes solos de guitarra. A maioria de suas gravações mais famosas foram lançadas pela Chess Records, com o pianista Johnnie Johnson, o baixista Willie Dixon e o baterista Fred Below. Juntamente com o guitarrista Berry, eles se tornaram o sumário de uma banda de rock.

Durante sua carreira ele gravaria tanto baladas românticas quanto blues, mas foi no recém-nascido rock que Berry ganhou sua fama. Ele gravou mais de trinta sucessos a aparecerem no Top Ten, e suas canções ganharam versões de centenas de músicos de blues, country e rock and roll. Entre seus clássicos podemos citar "Roll Over Beethoven", "Sweet Little Sixteen", "Route 66", "Memphis", "Johnny B. Goode" (que possui provavelmente a mais famosa introdução de guitarra da história do rock), "Nadine", entre outras. Como exemplo de sua influência profunda, podemos lembrar das bandas inglesas dos anos 60. The Beatles, Animals, Rolling Stones, entre outros, regravaram suas músicas. Os Rolling Stones literalmente basearam seu estilo de tocar rock 'n' roll no dele. Quando Keith Richards premiou Berry no Hall da Fama, disse: "É difícil pra mim apresentar Chuck Berry, porque eu copiei todos os acordes que ele já tocou!"
(fonte: wikipedia)




Vídeo clássico de Roll Over Beethoven, que também foi um sucesso dos Beatles, em sua primeira fase.




Pois A Lenda está aí! Acreditem! Do alto de seus 81 anos - e mais de 50 de rock'n'roll - o velho e bom Chuck Berry tocou dia 17 no Rio e no dia 18 em São Paulo (as imagens acima - copiadas da Globo.com - são desse show). Estará ainda no dia 20 em Curitiba e dia 21 em Porto Alegre. Velho? Que nada. Ainda chama as garotas pra dançar. O Chuck é como o bom vinho. Para aqueles que sabem apreciar!


A propósito.
Chuck Berry combina com sci-fi? Claro! No filme De Volta para o Futuro, o personagem Marty McFly toca "Johny B. Goode" no baile da escola, numa época (1955) em que o rock ainda não existia. O primo do Chuck, Marvin Berry (que estava tocando no mesmo baile com sua banda Marvin Berry and the Starlighters) liga pro Chuck para contar da "nova música que ele estava procurando". Outra curiosidade: "Sweet Little Sixteen" foi executada na Lua durante a viagem da Apolo 11.


sábado, 15 de agosto de 2009

REVISTAS

Thintosecco


Há algum tempo me pediram para escrever sobre revistas no blog. Não sou nenhum especialista, mas acho que posso recomendar três leituras aos amigos. Sabem que, por incrível que possa parecer, ainda existem algumas publicações que podem valer uma visita a uma banca/revistaria e o investimento de alguns reais?




GALILEU
.
Como muitos hão de concordar, essa concorrente da Superinteressante há muito tempo superou sua rival e me parece que segue abrindo vantagem. Cada vez melhor essa revista, até de forma supreendente. Não se aprofunda demais nos temas científicos (quem quiser seguir por esse caminho tem a opção da Scientific American em versão nacional) , mas de fato traz assuntos interessantes. A
edição atual relaciona 20 brasileiros geniais da atualidade, incluindo o neurocientista Miguel Nicolelis, a geóloga da NASA Rosaly Lopes , o quadrinhista Rafael Grampá e até o Marcelo Tas (do CQC) , mas como todo tipo de lista essa também tem suas polêmicas, como incluir o Boninho, aquele do BBB (?). Uma outra matéria instigante é "O Futuro da Arte", que assim como outras, também vale ser conferida.


PIAUÍ.

Textos alternativos e inteligentes que vão da política às artes. Bem diferente, tanto na forma como no conteúdo, do que se encontra em revistas do tipo Veja ou Isto É. Mas é uma revista até difícil de comentar, porque os colaboradores são variados e cada edição é diferenciada. E ainda não conferi a atual, n° 35.




ROLLING STONE.
A versão nacional dessa revista clássica que trata de música e cultura pop em geral. O detalhe é que o site da Rolling Stone está bem legal e dá uma boa "palhinha" do conteúdo da revista impressa. Destaques do mês: Os 20 anos sem Raul e os 40 anos do Festival de Woodstock. E às vezes tem até mulher bonita, como no exemplo ao lado.

Não faz muito tempo se dizia que o importante era o acesso à informação. Acho que já estamos numa fase em que - salvo o caso daquelas pessoas ainda completamente excluídas na sociedade - quantidade de informação não falta mais. A questão é muito mais a qualidade da informação. Qualidade essa que, procurando bem, se acha. Abraço!

sábado, 8 de agosto de 2009

O ENIGMA DO HORIZONTE


por Quatermass




Sou um sujeito que se tem por ser uma pessoa extremamente paciente e razoavelmente calma. Mas há coisas que me tiram imediatamente do sério. Uma delas: a de que um filme tem início, meio e fim.



Explico: certas obras começam bem e depois degringolam; ou custam a engrenar e depois se tornam interessantes.



O Enigma do Horizonte (Event Horizon – 1997) é um meio termo, um híbrido: começa a trezentos por hora, rápido demais até para certos críticos de Alien - O Oitavo Passageiro; no meio do filme, desperta alguma curiosidade; e seus últimos trinta minutos fazem com que o expectador desejasse nunca ter assistido! Quando o filme estreou, não conhecia o diretor Paul W. S. Anderson e depois dele não tenho interesse em ver mais nenhum!


A história é muito boa, o problema é o roteiro que é extremamente tolo e Paul Anderson o seguiu à risca: no ano de 2.040 a gigantesca nave espacial Event Horizon é a primeira a dispor de um motor de dobra espacial (tal como em Star Trek). Mas em seu primeiro salto desaparece e sete anos depois é localizada na órbita de Júpiter.





A nave de salvamento Louis & Clark, comandada por Laurence Fishburne (Capitão Miller) deve não só resgatá-la como descobrir a causa de seu desaparecimento e o destino de seus tripulantes. A bordo também está Sam Neil (Dr. William Weir), cuja esposa era tripulante da titânica nave.



Lembra um pouco Esfera, Sunshine, 2010 e Abismo Negro – uma nave gigantesca e misteriosa a ser explorada. Tecnicamente falando, o filme é perfeito: o desenho de produção, fotografia e os efeitos especiais são criativos e muito bons – verdadeiro desperdício de talento, mas merece a referência!


O problema é que o filme tenta mesclar terror barato com ficção (não confunda com o primeiro Alien, que combinava inteligentemente suspense com ficção) – e taí o principal defeito do filme: falta de inteligência.


Exemplos? Toma três: a) os tripulantes começam a ser mortos um por um - grande novidade; b) um deles enlouquece; c) existe(m) um(uns) ser(es) maligno(s) a bordo da Event Horizon. Só que a explicação encontrada para tal estado de coisas é tão estúpida que não conto para não estragar o final – injustamente seria o segundo a fazê-lo: o primeiro que o fez foi seu diretor!




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