segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

PRINCESA LEIA ...





... e seu biquini dourado!





Vou pedir licença ao prof. Quatermass e ao pessoal que leva as coisas mais a sério, para fazer uma postagenzinha meio apimentada. Me desculpem as moças em geral e a Bianca em particular, mas vou colocar foto de mulher com pouca roupa! Mas também não é qualquer uma, porque, afinal, trata-se de uma majestade. E de fama interplanetária.


Na verdade esta não é uma postagem original, já que localizei pelo menos outros dois sites que trataram do tema: O Ah! Tri né! (http://www.atrine.com.br/) e o Judão (http://www.judao.com.br/) e, para não trabalhar à toa, aproveitamos parte do que já constou nos dois. Respeitosamente, começamos com a ficha dessa personagem da trilogia original de Star Wars:



Leia Organa





Princesa de Alderaan, senadora da República (Antigua) e líder de sua célula na Aliança, fazendo frente ao Império. Filha de Darth Vader (Anakin) e da rainha Amidala, é irmã gêmea de Luke Skywalker, do qual foi secretamente separada ainda pequena.


Os dois foram escondidos por Obi-Wan Kenobi assim que Anakin passa para o lado negro da Força. Seus pais adotivos são a ministra de educação e o vice-rei do planeta Alderaan, Bail Organa. Assim como seus pais adotivos, entrou para a política, tornando-se a mais jovem senadora do Império. (...)


Leia demonstra alguma habilidade na Força, sendo capaz de perceber a presença de seu irmão. No final da saga, Leia tem final feliz ao lado do herói-contrabandista Han Solo."

Do site da Revista Época.



O
Retorno de Jedi pode não ser o melhor filme da série Star Wars, mas possui uma cena que ficou marcada na memória de muitos marmanjos por aí. A cena em questão - de onde foi tirada a imagem no início deste post - mostra a Princesa Léia (Carrie Fisher) usando um biquíni dourado, traje usado por todas as escravas de Jabba the Hutt.


O
tal biquini, oficialmente, é apenas uma roupa que simboliza a escravidão por parte do Jabba. Mas na memória dos garotos que assistiram o filme na época, é, com certeza, a imagem mais marcante (e interessante) da princesa.




Tanto assim, que é comum a presença das Slaves Leias nas convenções de Star Wars. E existe
até um site dedicado ao tema, o Leia’s Metal Bikini, com muitas fotos.



O mais interessante é que uma dessas “sósias” da Leia foi mais criativa e foi além das demais. O que ela fez? Juntou o visual da princesa e outros elementos de Star Wars a um show de dança do ventre. Essa moça chama-se Amira Sa’id e possui até um site próprio, o Amiradance.com. Interessante de se ver.





Agora, encerrando esta postagem – talvez soprada pelos ventos do Carnaval... – deixo dois vídeos. O primeiro, uma apresentação do Leia’s Metal Bikini. E o segundo, uma das apresentações da Amira Sa’id (tem mais no You Tube e no próprio site dela).

No mais, um bom final de Carnaval pro pessoal e espero que aqui a Bianca – a minha Princesa Leia - me perdoe esta postagem, que vai dedicada a todas as mulheres guerreiras, em especial à minha. Valeu!





O SÉTIMO SELO



por Quatermass



Um clássico. Estas duas palavras definem o filme. Em O Sétimo Selo (Det Sjunde Inseglet – 1957) Irgmar Bergmann fez o filme mais assistível (expressão minha) que já vi. Também foi o que mais gostei (senão o único). Ao desembarcar na praia, o cavaleiro Antonius Block (Max von Sydow) depara-se nada mais nada menos com a própria morte, a sua. Esta vem cobrar adiantado. Mas o sabido cavaleiro a desafia num jogo de xadrez em troca de sua vida. Aceito o desafio, o nobre ganha. Um ganho muito caro, pois nosso amigo de foice o acompanhará em todos os lugares, a todo o momento, em qualquer um.



Passa-se durante a Idade Média em meio à peste, à caça às bruxas, a mais completa miséria humana, literalmente falando, fatores que levam nosso herói questionar o valor da vida, da morte e de Deus. Qual a justificativa, qual significado para tal estado de coisas? Existe um significado? O filme explica em pouco mais de noventa minutos de exibição com cenas memoráveis. Ao deparar-se com a condenação à fogueira de uma jovem camponesa, quase menina, acusada de bruxaria, cujas mãos foram quebradas, procura ainda assim inquiri-la a respeito da morte, momentos antes de ser incinerada: “o que vê?” Nos olhos da menina estão a resposta, mas ainda não a compreende. Apesar de conviver com a miséria espiritual, não compreende, não aceita a sujeição. Ao mesmo tempo em que é afligido pela angústia, continua o cerco. Ao adentrar numa pequena igreja, o cavaleiro depara-se com uma imagem desfigurada de Cristo. No confessionário, ao explicar como ganhou sua partida de xadrez, ouve do outro lado: “...ah, foi assim!” Ao final, nosso cavaleiro aceita sua sina, bem como a de seus companheiros, exceto pelo jovem casal e seu filho. Aceitar a sina não significa compreendê-la, muitas vezes pode representar rendição.


domingo, 3 de fevereiro de 2008

O TREM



 por Quatermass

  

Vou ajudar o caro internauta. Este filme do diretor John Frankenheimer já foi lançado em DVD e encontra-se nas boas locadoras de vídeo. Mas não é um filme de guerra comum. 

Na verdade a guerra é o pretexto. Passa-se na Paris ocupada pelos alemães desde 1940, mas que está prestes a ser libertada pelos Aliados. 

No entanto, entre seus bens mais valiosos encontram-se pinturas de artistas renomados, a maioria franceses, que chamam a atenção de um oficial alemão, Coronel Von Waldheim. Ele não só as deseja como determina que todas sejam retiradas do museu, lacradas e postas em vagões rumo à Alemanha.  

Para desespero da curadora do museu, esta pede ajuda à Resistência para impedir a partida do trem que transportará as obras. Seu líder local, Paul Labiche (Burt Lancaster) inicialmente recusa expor seu homens a tal perigo.

 




Como disse, a guerra é pretexto: o alemão nada mais faz do que espoliar, dilapidar, como um ladrão, os bens mais valiosos, em nome de uma cultura superior; o francês, o anjo protetor (neste caso, o zelador de parte da cultura francesa) e que tentará impedir o trem sair da França. Todo o embate entre Alemanha e França se dará por estes dois homens determinados.


O que me chama a atenção nesta obra - cuja cena é genial - é quando, mesmo após haver terminantemente recusado qualquer ajuda à curadora e sabendo do bombardeio iminente pela RAF no pátio de manobras onde está o trem, ao ver o mesmo transitando por entre as bombas, muda completamente sua postura, e partir deste momento faz de tudo para salvá-lo.

Não se faz omelete sem quebrar ovos: o que o herói queria evitar, acaba acontecendo, seus homens são eliminado um a um. Constata daí que existem valores ainda maiores que a existência de um homem: o sacrifício pela cultura e a história de uma nação.
 

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