quinta-feira, 1 de maio de 2008

PEARL HARBOUR

Quatermass

Por que será que este filme é tão ruim? De tudo que assisti desta obra o melhor é o trailer, quando aparece a bomba caindo sobre o encouraçado Arizona. É isso aí! O filme é uma verdadeira bomba: aturar o insuportável Ben Afleck! O sujeito se acha o mais gostoso, o mais bonito, o bom, o tal. Só perde para o também incompetente diretor Michael Bay. Definir um filme de Michael Bay pode ser feito da seguinte maneira: barulho, gritos e explosões. Com certeza este é o post mais masoquista que já escrevi, pois é sobre um filme desprovido de qualquer qualidade.


A parte romanceada é um festival de clichês, onde dois caras disputam uma gata ou vice-versa, sei lá! Nosso herói é um super/hiper piloto americano que salva sozinho a Real Força Aérea da Luftwaffe e que agora, no Havaí, tentará o mesmo para seus patrícios contra os japoneses.


Pobres americanos e japoneses! Se comparado com Tora! Tora! Tora! (1970) é tudo menos uma obra séria. Muitas vezes o objetivo de um filme de guerra é mostrar o horror, o sofrimento e o sacrifício dos personagens, que, em última instância, re-encenam uma situação vivenciada anteriormente. Mas quando me deparei com Pearl Harbour a conclusão que se chega que horror, sofrimento e sacrifício é vivenciado por aqueles que assistem ao filme, seja no cinema ou em casa. Bem que me avisaram. Mas teimoso como sou, tomei na cabeça. Bem feito!

A seqüência inicial de Tora! Tora! Tora!:


2 comentários:

Vitroncio disse...

Encare da seguinte forma...
Vc assistiu e sobreviveu!
Diante de todos os ótimos filmes que já foram indicados qui no blog, uma bobagem aqui, outra acolá não fazem a menor diferença...
Apenas lamento pelo tempo desperdiçado (essa josta é comprida pakarai) e, acredite, esse post deve ser encarado como serviço de utilidade pública!
Um abraço!

sebastiao.ramalho disse...

Refiro-me ao Tora, Tora, Tora!
Uma das melhores abordagens do ataque à Pearl Harbor. A sensação maior fica por conta dos ataques "democráticos" dos beligerantes dentro do mesmo filme. Quem foi o culpado? Quem fez ou quem permitiu que fosse feito? O cinema norte-americano "criou" a imagem de um país que estava pronto, a qualquer momento, para um embate. Mais uma pra cima da ente. Mesmo depois desse filme (onde os japoneses afirmam que os EUA sabiam do ataque), aconteceu o 11 de setembro (Twin Towers). Alguns fiimes deverão ser feitos com várias versões (Guilty or not guilty?).
O fato histórico apresenta-se com alguns retoques (screen play).
A única verdade da guerra é que muita gente fatura com isto. Exemplo lamentável da crueldade dos "donos do mundo". Gostei do filme pela emoção que transmite.

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