sexta-feira, 11 de julho de 2008

O QUE É SER HOMEM?


Quatermass


Já falei sobre Charlton Heston, Sean Connery, Gregory Peck e alguns outros atores. Mas sempre tive uma certa admiração de outro cercado de mitos, verdades/inverdades e escracho. Este ator é Rock Hudson. Em seus filmes transmitia virilidade, determinação, sensibilidade, caráter, senso de humor e ironia. Confesso que vi mais de seus filmes com Doris Day quando criança e me fixo mais nos de aventura, do tipo Estação Polar Zebra (Ice Station Zebra - 1968).


Nele faz papel do comandante de um submarino nuclear encarregado de enviar um agente de sua Majestade ao pólo norte (ironicamente Patrick McGoohan, o mesmo de O Prisioneiro). O filme tem traições, escaramuças, reviravoltas, aventura, etc, bem ao estilo dos romances de Alistair MacLean (que além deste filme, também foi fonte inspiradora de Os Canhões de Navarone e O Desafio das Águias).



Mas não é nisto que quero me basear e sim o ator-homem. Ao contrário de suas comédias / amenidades / besteiróis, como capitão James Ferraday, demonstrava ali todas as qualidade do homem Rock Hudson: comedido, perseverante, sério, em busca da verdade e explanando com clareza a situação. Em troca, o respeito de aliados e inimigos.

Na vida real todo mundo achava que era um exemplo a ser seguido, até 1985 quando pouco antes de sua morte anunciou ser gay e portador do vírus HIV. Foi o bastante para sua imagem ficar maculada para sempre. O castelo de cartas desabou! Desabou? Como também já disse antes, nunca é o ator, diretor, técnico, público ou até mesmo crítico quem dá a palavra final. É a memória coletiva, é a soma de tudo o que um ser fez em sua vida, mesmo que fosse um único ato de bondade. Mesmo este vale pelo resto. No caso de Rock Hudson se dá diferente: ostracismo, que às vezes é quebrado com uma dupla de cowboys de desenho animado – mau gosto – diga-se de passagem! Ainda assim, lembro-me quando seu anúncio foi apresentado num dos Jornais Nacionais dos anos 80, quando já debilitado. Puxa! Nos anos 80! Quando, apesar de tudo que se diz, AIDS ainda era tabu! Isto é coragem!


Poderia morrer misteriosamente, anonimamente, e posteriormente ser divulgada a verdadeira causa. Mas não Rock Hudson. Teve coragem em afirmar que era gay e coragem para divulgar sua doença. Morreu faz mais de vinte anos, mas ainda me lembro de seus simpáticos personagens ao lado de sua amiga e mais ainda daquele capitão de submarino. Pode parecer bobagem, mas sempre penso como uma inversão de valores: o capitão James Ferraday interpretando o ator Rock Hudson. Admiro a coragem.



5 comentários:

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Cesar disse...

Grande ator, outro trabalho seu muito bom foi em Assim caminha a Humanidade.

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