sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

TRIBUTO A CARRIE FISHER (1956-2016)





Nossa eterna princesa Leia. 

Fique com Deus.

Sua mãe também. 



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sábado, 24 de dezembro de 2016

UM FELIZ NATAL !






quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

UMA EMOÇÃO PARA ASSISTIR ROGUE ONE




 por Thintosecco



O título original desta postagem incluiria a palavra "razão" no lugar de "emoção". Mas penso que dificilmente encontraria um motivo lógico para gastar tempo e dinheiro com este novo Star Wars. 


Encontrei tais motivos para conferir o Episódio VII, que despertou-me muito mais a frustração do que a Força. Tinha motivos de sobra para desconfiar de Rogue One, mas aguardei pelos comentários.


E, então, a surpresa, quando me deparei com nerds da antiga muito emocionados pelo filme. E é por isso que irei assistí-lo, não guiado pela razão, mas pelo chamado do coração.

Sugiro que confiram a crítica do Rodolfo Castrezana, o "Nerd Rabugento".

Valeu !


NO TEMPO DAS VHS.


 



por Quatermass



Toda vez que comento com alguém como foi o início da locação de fitas VHS me sinto como um velho contador de histórias, um Pantaleão, ou alguém tentando passar uma conversa!


Mas é sério! Foi assim: “Era uma vez...” um sujeito que ganhou de aniversário um videocassete Sharp, o VC-8510, lá no longínquo ano de 1982.   Ganhei porque, de tão caro na época, só pedindo pro “papito”. 


E as fitas BASF, importadas da Alemanha, custavam 1/10 do valor do aparelho ! Coisa de pequeno burguês, vão pensar ! Aí penso eu: se gosto de filmes, nada mais justo tê-los.


Num primeiro momento, via TV – que, na época, a de sinal aberto ainda mantinha uma ótima programação. Depois, via locadora de vídeo. E é neste momento que a coisa parece fugir da realidade e ingressar no mundo da ficção ! 






Quando foi adquirido o desejado aparelho, de brinde acompanhava um técnico para instalá-lo: F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O ! Incrível, né? Alguém para ligar o cabo na entrada da antena no videocassete e outro do aparelho para o televisor ! 


E esse cara já vinha com a dica de uma locadora para que a vítima lá se associasse. Além do cadastro, o bem intencionado locatário deveria deixar uma JÓIA em garantia (falei J-Ó-I-A) – óbvio: vá que alguém retirasse uma inestimável fita pirateada e não a devolvesse mais !!!

 
E por falar em pirataria, essa já era a regra. Se hoje dizem por aí que DVD pirata estraga o player, agora imagine uma fita vagabunda, com imagem sofrível, legenda medonha, mal traduzida, e de tão suja que toda hora tinham que ser limpos os cabeçotes. 






Não é mentira, até já contei essa pro Thintosecco !  Certa vez loquei Mad Max 2 com uma legenda peculiar: quando o fundo era claro, os caracteres eram pretos e se mudasse passava para o branco !!! Legendinha em amarelo? Luxo! A tradução era mais cômica que a dublagem mal feita do primeiro Jornada nas Estrelas. 


Cômicos também eram os estabelecimentos comerciais destinados à locação: uns tinham fichários com sinopses do filmes; em outros, as fitas eram simplesmente espalhadas pela loja sem critério algum – até pelo chão! Algumas cobravam adiantado, em outras pendurava-se.


Mas uma das coisas mais irritantes para o cliente ouvir e receita certa para a quebra deste tipo de negócio era quando o atendente dizia “o filme está na rua” – traduzindo: é lançamento, só há uma fita, já tem fila de espera e tu és o trouxa que ficará para o final!






Mas nos anos oitenta havia mais emoção em alguns aspectos, diferente do que é hoje. Se a quarta versão de Indiana Jones é anunciada para o dia 03 de outubro, todas as lojas passarão a comercializar a partir desta data. Os anos oitenta eram diferentes não apenas pelo reinado da pirataria. Havia uma baderna quanto aos lançamentos: as locadoras publicavam anúncios nos classificados de jornais noticiando a chegada deste ou aquele filme. 


Em suma: o acervo de uma locadora era completamente distinto da outra, pois os fornecedores vinham de toda parte. Dificilmente existiam dois filmes pirateados iguais: podia-se encontrar qualquer versão do Dr. Quatermass numa ou um clássico esquecido em outra, mas nunca os dois.



Em 1988, com a imposição da fita legalizada e o recolhimento das copias, houve um aumento significativo de qualidade do produto, mas representou também o fechamento de muitos estabelecimentos que ganhavam dinheiro rápido e fácil gastando pouco.







Algumas locadoras permanecem ainda funcionando desde os anos oitenta – eu, por exemplo, sou associado de uma no bairro Bom Fim há 21 anos. Surgida em dezembro de 1986, em janeiro de 1987 ela anunciou o recebimento de Aliens - O Resgate. Resultado: fui lá e em associei. Hoje é uma das grandes sem pertencer às Blockbusters, mas que soube se adaptar e crescer frente às mudanças e novidades tecnológicas. 


Mesmo que hoje em dia ainda prefira o disco em vinil ao CD, um dia aposentarei definitivamente o videocassete, mas será muito antes do meu toca discos!  


Postado originalmente em 06.10.2008.

 

 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O VÔO DA FÊNIX.






por Quatermass



Se, em Náufrago, Tom Hanks construiu uma embarcação, dotada de uma improvisada vela, que diria de construir um avião a partir dos destroços de outro? Esta é a ideia central de O Vôo da Fênix (The Flight of the Phoenix- 1965).


Durante uma viagem sobre deserto, um avião de transporte trazendo uma coleção de sujeitos irredutíveis cai em razão de uma tempestade de areia. Os sobreviventes têm diante de si um dilema: a divisão de liderança. 


Vários apresentam diferentes opções aos demais, mas que aos poucos vão caindo na real. Sobram duas alternativas: ficar e esperar ou construir um novo avião, juntando parte da asa e fuselagem com a outra asa.


Mas não é uma opção fácil! Há conflito entre dois dos protagonistas: o Capitão Frank Towns (James Stewart) e Heinrich Dorfmann (Hardy Kruger). São líderes natos, mas de convivência difícil e esta disputa perdura por todo o filme. O co-piloto, Lew Moran (Sir Richard Attenborough), é o intermediador entre os dois e destes com o grupo, representa o bom senso !


Em momentos de crise não bastam lideranças, deve haver clareza de ideias e determinação de alguns. E, por linhas tortas, é construído o avião. 













É um grande filme, baseado em conflito, conflito e mais conflito. O clímax: concluída a máquina voadora, é revelada a verdadeira profissão de Dorfmann e o tipo de aparelho que foi construído pelos sobreviventes, no qual depositaram todas as suas esperanças. 


Uma comparação é inevitável: se em náufrago a loucura da solidão instigou o protagonista a construir uma embarcação de troncos e vela metálica; em O Vôo da Fênix, a loucura decorrente do orgulho e não o calor inclemente do deserto foi o principal obstáculo.


A mensagem do filme de Robert Aldrich é clara: o homem é mais perigoso que o meio, pois ao mesmo tempo em que pode superar adversidades, pode também inviabilizar a própria sobrevivência. 


Chega-se a conclusão que, superando os prognósticos, foi Lew Moran quem realmente salvou o grupo. Mesmo aparentando inferioridade (em razão da bebida) ante os dois principais antagonistas, foi o único dotado da verdadeira lucidez durante a crise e o principal motivador do grupo. A superação começa assim: pelo autoconhecimento. 


 




Postado originalmente em 13.03.2008.


quinta-feira, 14 de julho de 2016

REINVENTAR-SE






Palavras interessantes do professor Clóvis de Barros Filho !

 

 

terça-feira, 19 de abril de 2016

A INCRÍVEL SAGA DOS ÍNDIOS TABAJARAS




por Thintosecco



Ao iniciar a leitura deste post, você deve pensar que estou de brincadeira, que quero fazer uma graça, ou até, quem sabe, alguma ironia.  Mas não é nada disso. Esse post contém, sim, uma crítica, mas sobretudo é uma homenagem.


Índios Tabajaras (ou Los Indios Tabajaras, como ficaram conhecidos no exterior) é o nome artístico de uma dupla de músicos de sucesso internacional, mais especialmente durante os anos 60, cuja trajetória é cheia de detalhes interessantes. Eles eram, de fato, índios; realmente da etnia tabajara e muitíssimo brasileiros.  


Ao conhecer a história dessa dupla, possivelmente te ocorrerá o seguinte pensamento: isso é demais para ser verdade !  Agora, se você pensa como eu - que creio que a realidade às vezes (muitas vezes) é mais impressionante que ficção - então está preparado para conhecê-la !









Para quem não conhece a fantástica história dos Índios Tabajaras ela poderá, à primeira vista, parecer inverídica. Principalmente considerando-se de onde vieram - são índios brasileiros autênticos, da raça tupi-tabajara, nascidos na remota e agreste serra de Ibiapaba, dentro do então isolado município cearense de Tianguá, na divisa com o Piauí - e tendo alcançando, no chamado mundo civilizado, o que alcançaram. 


Na língua tupi, receberam os nomes de Muçaperê e Erundi, que significam O Terceiro e O Quarto, pois estavam nessa ordem de nascimento dos filhos do cacique Ubajara, ou Senhor das Águas, ao todo trinta e quatro irmãos.

(Trecho extraído de artigo publicado no Portal Luís Nassif)




Em 1933, a família migrou a pé rumo ao Rio de Janeiro. A caminhada durou cerca de três anos nos quais a dupla entrou em contato com cantadores e violeiros das regiões pelas quais passaram.
 

Chegando ao Rio de Janeiro, por interferência do tenente Hildebrando Moreira Lima, registram-se com novos nomes, Antenor e Natalício. Em torno de 1945, fizeram uma primeira apresentação na Rádio Cruzeiro do Sul do Rio de Janeiro utilizando o nome de Índios Tabajaras.


(extraído do site Dicionário da MPB Cravo Albin)








Resumindo a história e pegando algo de outras fontes: Muçaperê e Erundi viviam em uma tribo isolada, no interior do Ceará. Após serem "descobertos" por uma expedição militar - ocasião em que lhes foi dito que cantavam bem - iniciaram uma jornada a pé até o Rio de Janeiro. No caminho, conheceram e aprenderam a tocar violão, instrumento que viriam a dominar.


Entretanto, passaram anos de dificuldades no Rio e assim que começaram a fazer algum sucesso, foram levados por um empresário a Buenos Aires.


Foi o inicio de uma trajetória de sucesso nos países de língua espanhola da  América Latina, interpretando músicas populares em belas versões instrumentais.  Ao longo de anos, gravaram muitos discos e realizaram inúmeras apresentações. Ignorados no Brasil, lá foram começavam a ganhar fama "Los Indios Tabajaras", como eram chamados.

Porém o mais impressionante estava por vir. Chegam à América do Norte, chegando a gravar um LP nos Estados Unidos, "Sweet and Savage", sem muita repercussão no início. E no México aparecem num programa apresentado pelo então jovam ator Ricardo Montalban, ocasião de um episódio que daria novo impulso em suas carreiras.


CuriosidadeO ator Ricardo Montalban - personagem importante na história dos Índios Tabajaras -  ficou muito conhecido no Brasil pelo papel de "Sr. Roarke" no seriado "A Ilha da Fantasia". Mas também foi o vilão Khan em Jornada nas Estrelas, série clássica, e no filme "A Ira de Khan".







O episódio: Querendo referir-se ao fato de que tocavam apenas "de ouvido", Montalban chamou-os de "analfabetos musicais", circunstância que os deixou incomodados e levou-os à decisão de estudarem música a fundo.


Durante alguns anos, dedicam-se ao estudo da música erudita, inclusive com a ajuda de maestros, e Natalício (Nato Lima) adapta seu violão para alcançar notas mais altas e, assim, poder tocar peças feitas para piano. Adaptam obras de  Villa-Lobos, Tchaikovsky, Sibelius, Tárrega, Chopin e outros.






Tornam-se músicos respeitados e apreciados no mundo todo. Além da América Latina, apresentam-se nos Estados Unidos, Europa, Japão e outros países asiáticos. Curiosidade: o single de seu maior sucesso, Maria Elena, vendeu nos EUA, no ano de 1963, mais cópias que o primeiro álbum de uma certa banda de rock, então novidade: os Beatles.


Nada mau para quem veio de tribo indígena, sequer sabendo falar o português. Nato Lima viveu seus últimos anos em Nova Iorque, sendo admirado e respeitado por  artistas do porte de um Carlos Santana, por exemplo. Porém, no Brasil, seu país natal, os Índios Tabajars são quase que desconhecidos.








Esse post é uma homenagem aos índios brasileiros, no dia que lhes foi designado. Índios brasileiros que, não raro, são menosprezados e esquecidos, infelizmente.





  

sábado, 9 de abril de 2016

O REPOUSO FINAL DE CLYDE BRUCKMANN




por Quatermass



(Publicado originalmente em 23.06.2008)


Arquivo X foi um grande seriado de ficção científica dos anos noventa (1993-2002). Mesclava terror, ficção, suspense, ação, mitologia, humor e empatia. Teve no total nove temporadas, mas nunca foi regular. Para falar a verdade, como fã que sou até hoje, assisto sem traumas as sete primeiras. 


Destas, da primeira à terceira podem ser consideradas clássicas, pela qualidade e criatividade das histórias. Posso dizer com certeza que gosto mais destas pelo processo de construção / identificação dos personagens. 






Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson) são o verdadeiro fenômeno do seriado. O primeiro, por acreditar em esoterismo/ufologia e ter absoluta certeza de suas convicções; a segunda, por tentar. Este aparente antagonismo é o que une os opostos.


Por que aparente? Porque um complementa o outro: o passional e o racional juntos, a teimosia com a lucidez, a amizade acima do amor. Melhor dizendo: há o clima de amor entre os dois protagonistas, permeado por um manto de amizade. A alternação entre episódios/situações com monstros-da-semana e ETs era um bom complemento. 


Mas, a partir da oitava e nona temporadas, David Duchovny (Mulder) resolveu engrossar suas exigências com os produtores, a tal ponto de ficar fora da maioria dos episódios finais. Como resultado, também deixaram Scully de escanteio e inseriram dois novos personagens, dois novos protagonistas: o agente do FBI John Dogget (Robert Patrick) e Monica Reyes (Annabeth Gish)


Aconteceu o desastre: saiu o cara que acreditava, bem como sua parceira que queria acreditar, e colocaram um que não acreditava e outra que nem tentava. Mataram a mitologia, pois não havia roteiro que salvasse dois personagens tão inexpressivos. Resultado: a série acabou.







Mas voltando ao início, X Files já era cult na terceira temporada e é de um episódio em especial que passo a analisar brevemente. O Repouso Final de Clyde Bruckmann senão é o melhor é um dos melhores episódios. É extremamente inteligente, irônico e sarcástico. 






Clyde Bruckmann (Peter Boyle), um bom velhinho corretor de seguros, possuía um dom especial: o de poder prever a morte da pessoa que estava a sua frente. Obcecado pela prematura morte de Buddy Holly (um pioneiro do rock’n'roll) num acidente em fins dos anos cinquenta, passou a desenvolver inadvertidamente esta capacidade.


Até aí tudo bem, mas na cidade também está à solta um assassino serial de videntes. O sujeito procura um em especial: o capaz de identificá-lo por seus crimes. 






Clyde é localizado por Mulder e Scully e fica sob custódia dos dois em um hotel, e qual não é a surpresa quando um de seus empregados é o próprio criminoso? Santa coincidência Batman! Mas o episódio possui muito mais méritos: Peter Boyle está impagável como o simpático velhinho e sua interação com Scully é espetacular.


Um exemplo disso é quando Scully lhe pergunta como ambos terminarão e ele sarcástica e inocentemente diz: “na cama” (mas não é o que estão pensando)! Clyde Bruckmann já viu sua morte, a ponto de descrevê-la, mas também sabe por intermédio de quem alcançará seu merecido repouso.


É um episódio inesquecível, um dentre tantos desta singular série criada por Chris Carter. Num futuro não muito distante comentarei outros, sem a longa introdução é claro!


(PS: Estava devendo há muito este repost. E com o retorno da série este ano, então... Antes tarde do que nunca ! T.S.)

 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

VOLTA, TIO LUCAS !




por Thintosecco




Assisti a Star Wars Episódio VII - O Despertar da Força. Não farei uma análise do filme, mas apenas comentarei sobre o que vi, senti e pensei. No fundo, tudo se resume no título desta postagem.

Não é que o filme seja ruim. Não é. Acontece que está longe da maravilha que pintaram. Não entendo muito bem os elogios rasgados com que muitos sites agraciaram esta obra dirigida por J. J. Abrams

Fico formulando hipóteses: Será que a saudade era tanta, que o fato de parte do elenco original de Guerra nas Estrelas estar ali bastou para causar uma comoção ? Ou foi a parte técnica, o 3D quem sabe ? Ou será que a pessoa não viu os filmes antigos e por isso achou este a 8ª maravilha do mundo ? Descarto totalmente essa.


 

Ok, há efeitos especiais legais, volta de personagens clássicos, bastante ação, um novo robô bastante simpático e a ideia interessante de um stormtrooper rebelde. O filme tem seus méritos.

Porém, considero que numa obra de ficção o mais importante é a história, a narrativa. E é aí que estão os problemas. Aliás, o diretor J. J. Abrams parece que tem um certo problema com roteiros. Lembram do seriado Lost ? E do reboot de Star Trek ? Então não era difícil de prever o que ele faria com Guerra nas Estrelas.
 

 

Vou tentar reduzir os spoilers ao mínimo. Mas, puxa vida, uns 70% do enredo de O Despertar da Força é uma repetição do que foi visto no Episódio IV. O quê, mais uma Estrela da Morte ?!  Com o mesmo ponto fraco da primeira ?! 

Quanto às novidades, algumas me parecem bastante estranhas para os padrões de Star Wars. Lutar com um sabre de luz parece ter se tornado muito simples. Pilotar uma nave espacial também se tornou uma barbada. Se você tiver alguma intimidade com a Força então, sai de perto !

Aliás, o domínio da Força, no filme de Abrams, parece ser inato: a pessoa já nasce sabendo usar a Força !  Sabem, eu gostei da Rey - tanto da personagem como da atriz - mas o modo como a Força se manifesta nela causaria inveja até ao velho Anakin Skywalker ! Sem treinamento Jedi.





Se pode ser assim, porque Luke Skywalker precisou de lições do mestre Yoda ?  E, por falar no Luke, quer dizer que, no auge da crise, quando mais precisavam dele, o cara partiu para uma espécie de exílio ? Fugiu da raia, o Luke ? Fala sério... 

Pelo lado negro da Força, o malvado Kylo Ren manifesta logo no início do filme um poder jamais imaginado por qualquer Lorde Sith. Ei, alto lá ! Congelar um laser no ar poderia ser normal para - quem sabe - o Neo, de Matrix. Em Star Wars, com certeza não é. 





Tem mais, mas vou ficar por aqui.

Este é um post emocional. Sei que é possível perceber  o filme de outro modo. Ouvi de um amigo: "Cara, tens que entender que se trata de um semi-reboot..." - putz, tinha que ser o J. J. para criar um "semi-reboot" ! E sei que esse filme não foi feito para nós, que somos pais, tios ou quem sabe até avós, da atual geração para a qual ele foi direcionado. Mas o coração fala: "Volta, tio Lucas !".

Como sabemos, George Lucas vendeu os direitos de Star Wars para a Disney em 2012 e nada teve a ver com produção deste filme.  

O Lucas pode até ter os defeitos dele, mas foi cuidadoso com os conceitos de Guerra nas Estrelas. Existe muita mitologia ali, uma mitologia que lhe é própria, mas que ao mesmo tempo é universal. Os filmes da saga Guerra nas Estrelas têm algo a dizer, além de divertir. Trazem uma certa ética, uma moral, uma religiosidade até.

Todas as "coisas legais" que vemos nos filmes, ou seja, as formas - sabres de luz, naves espaciais, mestres jedis... - se nutrem de um conteúdo que é mitológico. Sem ele, Star Wars deixa de fazer sentido. E daí porque o receio de a franquia, "sob nova direção", apegar-se apenas às formas.






Para quem quiser saber mais sobre a mitologia a que me refiro, sugiro procurar no You Tube por vídeos sobre "a saga do herói", "a jornada do herói" e entrevistas de Joseph Campbell, um dos "gurus" de George Lucas.

O Despertar da Força até que passa. Mas o que será das continuações do "semi-reboot" ? 

Por outro lado, se agrada aos jovens, quem sou eu pra malhar ? 

De todo jeito, o coração dita o título deste post !


VALEU.   



 

 

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