sábado, 8 de abril de 2017

UM POUCO DE CIÊNCIA SOBRE O FILME "A VIGILANTE DO AMANHÃ"





Sobre o tema, recomendo os vídeos do canal NERDOLOGIA.

Aqui compartilho o Nerdologia 219, que trata da "singularidade humana", mas também recomendo o Nerdologia 220, sobre "ciberguerra"

E quer saber de uma coisa ? Recomendo o canal como um todo, é muito bom ! 


https://www.youtube.com/channel/UClu474HMt895mVxZdlIHXEA


sexta-feira, 31 de março de 2017

GHOST IN THE SHELL.







Saudando o lançamento do filme (A Vigilante do Amanhã),
 lembramos o primeiro anime.
Postagem publicada originalmente em 12.11.2013




por Quatermass



O Fantasma do Futuro (Ghost in the Shell – 1995) é um anime pouco divulgado e que merece ser conhecido.


Meu primeiro contato se deu por acaso: no extinto blog Papaia Celestial, do Eudes Honorato. Esse cara é incrível: até hoje ainda não descobri como conseguia postar tantos filmes de qualidade e bem legendados diariamente. Na época (uns cinco anos atrás), ao ler a sinopse, bateu a curiosidade. Já vou adiantando que não é um desenho de fácil digestão. 




 

 


A abertura começa com a reconstrução de uma policial: o que restou de seu corpo foi embalado em uma armadura humana. Logo, para Motoko Kusanagi a questão da nudez e da feminilidade é puramente acadêmica: é como um espírito na concha), ela é líder de sua equipe e mais nada. Não há lugar para erotismo no filme; esqueça as personagens sensuais e extremamente erotizadas de Leiji Matsumoto. 







Filme feito a seis mãos – foi dirigido por Mamoru Oshii e escrito por Kazunori Itô e Masamune Shirow (criador do mangá) – é curto e grosso: um hacker chamado Mestre das Marionetes controla temporariamente suas vítimas. Elas agem como zumbis, sem se darem conta de seus atos. A Seção 9 investiga a atuação de outro grupo que possa estar atrás do controlador dos fantoches.










  



Mas o filme vai além: descobre-se que o suposto hacker nada mais é senão um programa extremamente sofisticado, para quem os humanos não passam de números. Dizem... repito, dizem... que sua abordagem cyberpunk influenciou a popular, insossa e pouco original trilogia Matrix, dos Irmãos Wachowski. Seu visual é deslumbrante, beirando delírio. 






Criticamente falando até achei que a história bem que poderia ter se desenvolvido mais, é daqueles filmes que terminam e o espectador ainda fica aguardando o desenlace final; o enredo prende a atenção, apesar da pouca duração e trama complexa, há questões mal resolvidas que prosseguem na continuação de 2002. Como ainda não assisti o segundo filme, fica para a próxima vez! Fui!


segunda-feira, 27 de março de 2017

KING KONG E O RETORNO DOS MONSTROS





por Thintosecco


Confesso que tenho certa atração por filmes polêmicos. Me refiro àqueles que uns amam e outros odeiam. Dá vontade de assistir, nem que seja só para ter a minha própria opinião. 

Inicialmente não dei a mínima atenção para Kong: A Ilha da Caveira. Principalmente por considerar uma missão impossível alguém fazer outro filme do macacão do mesmo nível ou melhor que aquele do Peter Jackson, cujo único defeito é ser muito longo. Depois, em razão de comentários muito negativos em relação ao roteiro - que considero o quesito mais importante em um filme. 

Mas fiquei sabendo de gente que gostou. Me dizem que é um "b-movie" assumido, que não quer ser levado a sério, mas apenas divertir. É puro "quebra-pau", filme de monstros, como os de antigamente. Fiquei um pouco curioso.

Consta que a intenção dos produtores é justamente recuperar a linhagem dos filmes de monstros, dizem que já está sendo preparado o retorno do Godzilla e, é claro, o enfrentamento do Godzilla com o King Kong. Mais, que o Mothra poderá entrar na história. Fiquei mais curioso.

Então me dei conta de quanto é clássico o Kong. O filme original de 1933 é um dos maiores clássicos da ficção e serviu de inspiração para um gênio dos efeitos especiais como Ray Harryhausen e sabe-se lá quantos outros criadores. Clássico é clássico e tem que respeitar. 

Mais. A Ilha da Caveira tem cenas inspirada em outra obra-prima, Apocalipse Now; a história é ambientada em 1973 e a trilha sonora é das boas, muito boas !

Passei da indiferença à vontade, grande, de assistir !  Viva a mudança de ideia !

Se não der pra ver no cinema - já vai sair de cartaz - vai ser na telinha mesmo.


   

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

AVANTE, SR. SCOTT !






por Thintosecco

 

Data estelar: 2017. No início de um novo ano, as coisas permanecem mais ou menos as mesmas no país conhecido como Brasil. Mudam as moscas, mas a m... continua a mesma. Não há provas de que algo tenha efetivamente melhorado ou piorado com o atual governo. "E não me venham com chorumelas" !


E assim vamos em frente. Não sabemos se o "motor de dobra vai engatar", mas o certo é que nos desdobramos para resolver nossas broncas, nossos trabalhos, nossas contar para pagar. Nos viramos.


Busco uma analogia com Jornada nas Estrelas. Poderia fazer o mesmo com "Guerra" (Star Wars). Isto porque as duas franquias prediletas da maioria dos fãs de ficção científica ganharam novo fôlego em 2016, com dois bons filmes: "Sem Fronteiras" e "Rogue One". Já falei algo sobre Guerra nas Estrelas em posts recentes e, por isso - e porque não me manifestei na época do lançamento do último longa -, foco agora em Star Trek.


Vale lembrar que no ano que findou, a franquia completou 50 anos de existência. Isso contando-se da exibição do primeiro episódio na tevê americana, em 08.09.1966.

Na verdade, a história começa um pouco antes, com a produção do episódio piloto  "The Cage", em 1964. Naquela primeira versão, ainda em preto e branco, a Enterprise ainda não era comandada por James T. Kirk, porém pelo Capitão Pike. Mas, adivinhe, quem já estava na ponte de comando ? O sr. Spock, claro !


O visionário criado de Star Trek, Gene Roddenberry, divulgou inicialmente a ideia de a que série consistia em uma espécie de "faroeste no espo". No entanto, sempre pretendeu fazer muito mais do que isso. 


Consta que, inspirado em "As Viagens de Gulliver", de Jonathan Swift, pretendia contar histórias que se passassem em dois níveis: narrativas de suspense e aventura num primeiro plano, com um conteúdo moral ao fundo. Esta é, efetivamente, uma das características principais de Jornada nas Estrelas. 






A série foi produzida pela Desilu Productions, de propriedade da comediante Lucille Ball e seu marido Desi Arnaz, por insistência da própria Lucy. Ocorre que o episódio piloto, já mencionado, causou certa polêmica entre os produtores. Causou estranheza ao trazer na ponte de comando uma mulher como primeira oficial, a "Número Um" - interpretada pela esposa de Roddenberry, Majel Barrett - e, ainda, um alienígena de orelhas pontudas ! 


Roddenberry aceitou algumas mudanças, mas nem tantas. Substituiu a "Number One" pela oficial de comunicações Uhura e, quanto a Spock - interpretado por Leonard Nimoy - realizou mudanças mínimas em seu visual. E assim, foi aprovado o segundo piloto, que foi ao ar pela rede NBC em 08.09.1966, já em cores.


Bem, o resto é uma história bem conhecida. Já são seis séries produzidas para a televisão e vem aí a sétima, Star Trek: Discovery. Há também a série animada, produzida nos anos 70. Aliás, se alguém não percebeu, toda a produção de Jornada nas Estrelas para a tv está atualmente disponível na Netflix !


Sobre o último longa, foi uma surpresa positiva. É bom e digno da tradição de Jornada nas Estrelas. Na comparação com os outros filmes produzidos pelo J. J. Abrahms, digo que é melhor do que Star Trek (2009) e imensamente superior a Star Trek: Além da Escuridão (2012). Emociona em diversos momentos e o ponto mais positivo talvez seja a construção das personagens, que agora apresentam características mais fiéis aos da série clássica.


Diferente de algum tempo atrás, hoje acredito no futuro dessas duas franquias sci-fi clássicas - talvez com Star Wars num status de blockbuster e mantendo-se Star Trek mais cult e teremos diversão com conteúdo. 


Ainda a propósito de Jornada, observo que há gente que critica seu teor "utópico". Penso que, sob uma aparente ingenuidade, Star Trek nos propõe uma corajosa abordagem do futuro,  instigando-nos a sonhar com um mundo melhor, apesar de tudo. Não basta criticar, é preciso acreditar e fazer, assim "audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve".


Bom 2017 para todos !

       

 

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