sábado, 17 de novembro de 2012

VIAGEM FANTÁSTICA (1968)





por Thintosecco




A vida tem coisas que parecem contraditórias. Às vezes é olhando para o passado que podemos antever  algo do futuro e as questões mais complexas pedem respostas simples. Já a premissa de Viagem Fantástica era a seguinte: primeiro tornar-se pequeno para então realizar grandes tarefas!


Acionando meu "HD mental", como diria meu parceiro de blog, o Quatermass, lembro desse desenho que foi um dos meus favoritos em meados da distante década de 1970. Demorei alguns anos para descobrir que foi adaptado do filme de mesmo nome - aliás muito bom e que também recomendo - produzido em 1966. Já o desenho animado foi produzido em 1968 pelo saudoso estúdio Filmation.







O filme tem um roteiro dos mais interessantes, por vezes atribuído equivocadamente ao escritor Isaac Asimov. Na verdade, embora tenha sido lançado antes, o livro do Asimov foi baseado no roteiro do filme. Nele um grupo de médicos é miniaurizado ao nível molecular e injetado no corpo de um cientista para operar um coágulo "por dentro".







 A bordo de uma espécie de submarino exploram esse "espaço interior". Mas tudo se transforma em uma grande aventura ao terem que enfrentar as ameaças proporcionadas pelo sistema imunológico do paciente. E há outro inimigo, o relógio, já que a miniaturização era por tempo limitado: 12 horas.    








 

A animação tem diferenças notáveis em relação à produção original e uma delas é que os heróis, em geral, não são reduzidos a tamanho tão minúsculo quanto no filme.


Apresenta-nos uma organização chamada C. M. D. F. (Comando Miniaturizado de Defesa Fantástica) cujo projeto secreto envolve a miniaturização de uma equipe de agentes especiais. Essa equipe era composta por Jonathan Kid, a bióloga e "gata" Erica Lane, o engenheiro Busby Birdwell e uma figura aparentemente destoante das demais: o Guru









Esse desenho tem algumas características próprias de seu tempo, entre as quais a típica paranóia do período da guerra fria. Outro detalhe que marca sua época é justamente o personagem Guru. Nos anos sessenta as doutrinas orientais despertavam grande interesse no ocidente e até mesmo os Beatles tinham o seu guru. O personagem do seriado dispunha de poderes psíquicos que em geral permitiam à equipe localizar e abrir passagens em suas incríveis viagens miniaturizadas, sempre dentro do limite de tempo de doze horas.
 






Encontrei no You Tube o primeiro episódio de Viagem Fantástica, em inglês, que divido com vocês, para saciar a saudade de alguns e a curiosidade de outros.

Mas também recomendo uma passagem pelo Blog do Fantomas, em que há mais informações e até um episódio para assistir on line, com dublagem clássica! Já para saber mais sobre o filme, uma das opções é o blog Juvenatrix.


Para encerrar, deixo um questionamento. Com tantas refilmagens e continuações que fazem atualmente, porque não retomam "Viagem Fantástica", seja o desenho ou o filme? Melhor ainda seria resgatar obras ainda mais antigas, como o alemão "Gold" já mencionado neste blog, entre outros. Não é mesmo?

Abraço!



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

AS MEDIDAS DA TERRA








por Thintosecco




Uma aula de música e astronomia é como posso me referir a  esse clipe do tema Albedo 0,39 do compositor Vangelis


Trata-se da última faixa do excelente álbum de mesmo nome lançado no distante ano de 1976, na qual Vangelis colocou uma narração com diversos dados acerca da Terra. E aí reside a grande curiosidade desse clipe porque, repito, a aula de astronomia já fazia parte da música, na concepção original do Vangelis! 






Mesmo assim, está de parabéns quem colocou as ilustrações, legendou e upou. Vale a pena assitir. E também conferir na respectiva página do You Tube a explicação de alguns desses termos astronômicos.


O álbum Albedo 0,39 está entre os melhores de Vangelis e alguns de seus temas chegaram a ser utilizados no seriado Cosmos, apresentado por Carl Sagan. 




 
 


sábado, 1 de setembro de 2012

ROCK OF AGES, o filme e uma boa surpresa






Até há poucos dias minha idéia era passar longe desse filme, que eu pensava ter tudo para ser ruim, muito ruim. Mas não é. 




por Thintosecco



"Um musical de rock sem roqueiro de verdade como protagonista? Em vez disso, o Tom Cruise cantando? Peraí... mas o Cruise já não está muito velho para um papel desse? Credo, isso será uma bomba..." Esses eram os pensamentos que me ocorriam a respeito desse filme. Mas, se você assistí-lo sem muitas expectativas, como fiz, terá diversão garantida.


Embora se trate de um musical - e é importante não esquecer disso - o filme é bem dirigido, equilibrado, e tem bastante humor, com destaque para o personagem Stacee Jaxx, vivido pelo próprio Tom Cruise. São diversos os momentos engraçados com ele, especialmente quando junto de seu babuíno de estimação, o Hey Man. Impagável! 
 




Trata-se de um rockstar arquetípico, caricato, mas também humano, detonado por uma vida de sexo, drogas e rock'n'roll levados ao extremo, mas ainda com bastante gás para incendiar um palco. Aliás, no palco o Cruise/Jaxx surpreende ainda mais, já que inclusive canta de verdade e não faz feio.   
  








Alec Baldwin surpreende como o veterano dono do Bar Bourbon, que lançou várias bandas de sucesso, entre as quais o Arsenal, liderada pelo Stacee Jaxx. Mas agora o bar está à beira da falência. 


Para complicar sua situação, o fechamento do bar também é exigido por um grupo de senhoras puritanas, liderado pela personagem vivida por Catherine Zeta-Jones, engraçadíssima nesse filme. Ela é esposa de um político e, no fundo (descobre-se depois) tem motivos muito pessoais para implicar com os roqueiros. Outro destaque é o empresário inescrupuloso interpretado por Paul Giamati, também muito bem no papel.
  

 

    

É verdade que o roteiro foi muito "adoçado" em relação ao texto do musical da Broadway do qual o filme foi adaptado. E a história principal ficou bem água-com-açúcar, com direito ao par romântico formado pelo rapaz e pela garota que buscam a fama na Los Angeles dos meados do anos 80. Mas as tramas paralelas são interessantes e, além do humor, trazem a curiosidade de ter certa relação com fatos reais.


O bar em questão realmente existiu e a liga de puritanas faz referência ao PMRC, grupo de esposas de senadores norte-americanos, liderado pela sra. Tipper Gore, então esposa de Al Gore, que lá pelos idos de 1985 queria censurar o rock, o que foi evitado por um pequeno e inusitado grupo de heróis da música (incluindo Frank Zappa, Dee Snider e John Denver). 



 


  


Voltando a Rock of Ages, sobressai acima de tudo a música. Muito embora a trilha sonora seja composta de músicas de bandas consideradas de segundo escalão do rock (como Journey, Def Leppard, Twisted Sister, Foreigner...), são boas o suficiente para emocionar os fãs do estilo. Pode não ser o melhor dos melhores, mas é rock de verdade. 


Então chego a uma conclusão: o verdadeiro rock'n'roll continua sendo rock'n'roll, ainda quando cantado por roqueiros de mentira. Uma muito boa surpresa.
 
Assista. Se achar que não vale a pena o investimento no cinema, ao menos anote para ver depois, no dvd, tv ou pc.  Agradecimentos à Fé do blog Vintage69, por me sugerir o filme.








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