sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

URIAH HEEP - SWEET FREEDOM




Recentemente um amigo nosso trouxe lembranças dessa velha banda.

O Uriah Heep segue na ativa, mas teve seus melhores momentos nos anos 70. No início lembrava o Deep Purple, depois evoluiu para uma mistura de influências diversas, ficando entre o progressivo, o heavy metal e o hard rock. Mas algumas de suas canções não se encaixam realmente em nenhum desses rótulos.

A liberdade cantada aqui pelo Heep se manifestava em sua música: não se apegavam muito a fórmulas e arriscavam bastante em arranjos diferentes, principalmente quanto aos vocais. Como resultado, era uma banda do tipo "ame-a ou deixe-a", já que seguia um estilo muito próprio.

A origem do nome da banda está na literatura: Uriah Heep é um personagem criado pelo escritor Charles Dickens para o romance David Copperfield. No caso, era um sujeitinho cínico e interesseiro, o que interpretei como uma crítica. Li o livro por influência da banda, é claro.

P
ara todos - mesmo para quem não quiser ouvir este som "jurássico" (mas que ainda tem o seu valor) - desejo um bom final-de-semana!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

John Lennon (1940-1980)



Wikipedia

sábado, 4 de dezembro de 2010

I’M A BELIEVER - PARTE 2


por Quatermass



A vinda de Paul McCartney ao Brasil, fez com que velhas recordações voltassem do fundo da memória. Várias delas, aliás.

Uma: a dos Beatles - a quem carinhosamente pus a alcunha de besouro: não pela tradução do inglês, que seria incorreto, mas pela semelhança com o inseto (é aparentemente tosco, desengonçado, cujas asas ficam escondidas dentro de uma carapaça e, desafiando as leis da física, surpreendentemente consegue voar).


Os Beatles surgiram como uma banda cover no fim dos anos cinqüenta em Liverpool. Seguiram uma linha evolutiva extremamente rara: já na primeira metade da década seguinte era um fenômeno pop; e na segunda, decolaram para divagações empíricas, cujas explicações até mesmo os fãs mais entusiastas ainda não chegaram num consenso.




Paul é um pop star convencional – e digo isto porque após a era Beatles, criou aquele fiasco de banda chamado Wings, que somente serviu para incluir sua então esposa Linda. George Harrison era uma alma perdida nas trevas que finalmente alcançou o Nirvana ou assim pensou: seguiu uma linha mística e religião oriental. John Lennon era o cerne intelectual/contestador: suas músicas continham letras mais ásperas, adultas e intangíveis que, passados trinta anos de sua morte, ainda são inesquecíveis (e, diga-se de passagem, não criou conjunto pop para sua mulher).


Ringo Starr está sempre na dele – um ser que provavelmente após ter sido abduzido caiu direto numa banda de rock, em substituição a outro baterista cujo produtor não ia com a cara (o quinto Beatle). Era o amálgama do grupo, os três gostavam dele, apesar de Paul, John e George não se suportarem.





Agora, com o vovô Paul no Brasil, porque novamente o título acima? Justamente porque uma das canções que mais me fascina nos Monkees é justamente I’m a Believer. Os Monkees são a antítese dos Beatles: um contrapondo infanto-juvenil americano da banda de Liverpool.


Ninguém acreditava que eles tocassem algum instrumento musical. Nunca foram levados à sério. Pelo contrário: justamente em razão de seus divertidos episódios na telinha, pensava-se que era tudo playback!




Nenhum deles voltou-se para um plano elevado da alma ou a criticar posturas políticas de nações e governantes. Nada disso: eram todos Ringo Starr: tocavam seus instrumentos (acreditem se quiser) – apesar de que seus dois primeiros álbuns realmente fossem por outros músicos.


Mas e daí? Se suas canções eram banais, bobas, infantis até, por acaso são inferiores às de Paul? De Paul McCartney não (ouçam um álbum do Wings e saberão do que estou dizendo).





Abaixo de John Lennon e George Harrison? Com certeza! Mas volto a dizer: todos os quatro (Peter, Dave, Mike e Micky) são um amálgama interessante, ainda que somente dois de seus membros ainda se apresentem regularmente.

E Ringo Starr? Quando virá ao Brasil? Não sei! Talvez um dia, com oitenta e ou noventa anos, juntamente com uns sujeitos que ninguém acreditava que cantassem ou tocassem. Juntos? Já imaginaram? Pois é! I’m a Believer!








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