sábado, 6 de setembro de 2008

CONAN, O BÁRBARO







por Quatermass



Quem diria... um bárbaro governador da Califórnia !

Foi uma longa escalada para chegar até o topo, principalmente porque em política tem que se falar pelos cotovelos - ou alguém conhece algum político mudo? Pois foi falando pouco que Arnold Schwarzenegger estreou num grande filme de John Millius, um diretor acusado de ser um tanto reacionário (com razão), mas que nesta obra estava bastante inspirado.

Quem rouba as cenas é James Earl Jones como Thulsa Doom. Além de falar dez vezes mais que nosso herói, ele tem A VOZ. Voz confere veracidade, presença e lembranças. Voz dispensa música, voz é a música. Mas, diga-se de passagem, que o que não falta é música, pois a trilha de Basil Poledouris é maravilhosa.


Vamos também falar um pouco do filme, cuja história é boa, tem uma bela mocinha (Sandahl Bergman) e ótimos coadjuvantes. Diria até que se não fossem seus músculos e a necessidade de ser o herói, Conan estaria no elenco de apoio. Mas tem músculos e o valor do filme se deve a soma dos fatores: direção, elenco, roteiro, música, cuja ordem não interessa. 


Tanto é que na sequência, Conan, O Destruidor (1984), faltou tudo que o primeiro tinha, exceto o mocinho. Tanto o segundo filme como o herói não deixam saudades: na verdade faltou inteligência na obra, cujo roteiro anterior fora co-redigido por Oliver Stone. Não adianta mera presença física sem uma ideia central. Massa muscular não substitui massa cefálica. Em Conan, O Bárbaro há uma ideia, um rumo, uma história.





A história? Capturado, feito escravo ainda criança e depois liberto, Conan é convocado pelo rei Osric (Max Von Sydon) a encontrar e resgatar sua filha, que ingressara na seita de Thulsa Doom. Junto com seus companheiros Conan põe abaixo o palácio de Thulsa Doom e salvam a filha do rei (que não quer ser salva) à custa da vida de Valéria (Sandahl Bergman).


No filme, nosso herói entra mudo e sai calado. Talvez esta seja a chave do sucesso do musculoso governador: em boca fechada não entra mosca!



2 comentários:

Thintosecco disse...

O ENIGMA DO AÇO. Quanto mais a gente sofre, mais fortes nos tornamos. Sejamos como Conan e a espada forjada por seu velho pai! POR CROM!

Cesar disse...

Meu segundo filme favorito e inesquecivel! Estou esperando pelo novo filme do Conan pra 2009, mas acho que nada vai superar Conan o Barbaro, desde sua música maravilhosa, a brutalidade e além de tudo, a Valéria como uma legitima Valquíria, os melhores guerreiros do cinema.

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