terça-feira, 28 de outubro de 2008

QUANDO A NOITE CAI


por Quatermass




Como prometi tempos atrás, passo a comentar outro episódio de Arquivo X.





Nunca venham me perguntar um dia por que gosto disto ou aquilo – simplesmente gosto (óbvio que por alguma razão do subconsciente)! Foi assim quando criança e o mesmo agora adulto – incrível como mantive esta constância!


Quando a Noite Cai é um episódio da primeira temporada (1993/1994) – não é o mais badalado pelos fãs, nem da crítica. Pra falar a verdade, meu primeiro contato com a série se deu da forma mais comum: mera casualidade. Tendo o seriado estreado em 1993 nos EUA e em 1994 no Brasil pelo Canal Fox, por volta de 1996, meu ex-cunhado, todo empolgado, me emprestou uma fita VHS com meia dúzia de episódios e duvidava que não fosse gostar de pelo menos um. Não é que o danado estava certo? Acertou em cheio! Só que nenhum era cult (pelo menos para os fãs); ao contrário, banais para a maioria. E me chamaram a atenção por algum motivo.


Como parte de um todo, Arquivo X prima pela qualidade de determinados aspectos: a extraordinária trilha sonora de Marc Snow, os roteiros caprichados (pelo menos a metade) e o carisma de Mulder e Scully. Foi assistindo este episódio que fiquei fã da série; e, diga-se de passagem, sempre gostei mais dos “monstros-da-semana”, que dos fenômenos ufológicos (principalmente daquela história sobre “óleo negro” e outras bobagens).



Quando a Noite Cai conta a história da investigação sobre o desaparecimento de madeireiros em uma floresta. Suspeitando da sabotagem por eco-terroristas, Mulder e Scully descobrem afinal que uma espécie de cupins atacam e matam aqueles que se adentram na floresta à noite.


Despertados de sua hibernação quando do corte de uma árvore centenária (proibida legalmente), representam o castigo para os que desrespeitam a natureza e os limites impostos pela lei. Como é que estes bichos ficaram tanto tempo dento de uma arvore? Ninguém sabe – um dos furos do roteiro. De onde surgiram e porque foram para dentro dela? Só pelas especulações de Fox Mulder (e uma das coisas que mais gosto neste seriado). Por que somente os mocinhos sobreviveram? Perguntem ao Chris Carter!



Apesar do roteiro ter mais furos que um queijo suíço, gostei muito e passei a me identificar com a série – assim como também gostava de Viagem ao Fundo do Mar e suas divertidas e escatológicas criaturas. Pode até ser esta a resposta – mesclar a especulação absurda com seres irreais. Afinal de contas, que fim levou nosso ET de Varginha/MG? Que criatura era aquela filmada em Passo Fundo/RS que apareceu em Sinais? Por que tantas coisas que não podem ser identificadas como o planeta Vênus, balão meteorológico ou qualquer coisa descrita no Livro Azul caem rapidamente no ostracismo? É por isso que Arquivo X fez sucesso: buscou explicações absurdas e furadas para aquilo que oficialmente é explicado da maneira ainda mais estapafúrdia!





Se gostaram (ou não) deste comentário, vem mais por aí, pois estou preparando uma postagem sobre uma das criaturas mais assustadoras e queridas pelos fãs de X Files: Eugene Toons! Em tempo: um bom site sobre a série: www.xfonte.net.

2 comentários:

Anônimo disse...

BLZ ! Vamos aguardar o proximo comentario então , espero q seja breve .Valeu

Rodrigo Finardi disse...

Gosto demais deste Blog! Vendo o arquivo X, me lembrei do Além da Imaginação que passou na Globo aí por 1991. Tinha alguns episódios fascinantes, inclusive com questionamentos filosóficos Bem legais. Dá para falar sobre o seriado? Onde eu posso conseguir aqueles episódios?

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