segunda-feira, 19 de julho de 2010

PANDORUM




Quatermass




Taí um excelente thriller de ficção científica, com ares de filme B, bons efeitos especiais, história não muito original, porém bem roteirizado.



Pandorum (Pandorum – 2009) conta a viagem da gigantesca nave espacial Elysium daqui à quinhentos anos, cuja missão é a de transportar 60.000 pessoas de um planeta Terra há muito esgotado em recursos. Seu destino é Tânis, planeta gêmeo da Terra, porém, inexplorado e distante 123 anos.



Conta também o despertar de uma equipe de tripulantes que, por motivos desconhecidos, vem descobrir o trágico destino dos demais membros e de sua carga.

Paralelo à “existência-de-criaturas-assustadoras-devoradoras-de-homens” semelhantes às de Eu Sou A Lenda, corre solto uma série de dramas particulares, permeados por cenários lúgubres. Tais dramas vão aos poucos se fundindo, deixando para o final o desfecho de todos.





Por que elogiei o roteiro? Por que não chega despejando informações ao expectador antes da hora, mantém suspense e o interesse até a dupla descoberta final. É muito mais inteligente que os recentes Avatar ou mesmo Dante 1.

Mais uma grata surpresa: fazia tempo que não assistia uma atuação tão boa de Dennis Quaid, agora como comandante Payton.




Mas, afinal, o que é Pandorum? Síndrome Disfuncional Orbital – efeitos colaterais dos vôos espaciais, paranóia. Na verdade, o diretor Christian Alvart lida sutilmente com questões humanas, psique (e monstros, claro), sem ser maçante ou panfletário.



Ao contrário, Pandorum, de maneira muito discreta, supera, através de seus diálogos oblíquos, a rotina hollywoodiana em pobreza de idéias. James Cameron ao abordar a sustentabilidade da Terra deveria assistir Pandorum, e quem sabe daqui a treze anos produza algo mais original que “Pocahontas do Espaço”.



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