domingo, 17 de abril de 2011

CAÇADORES DE SATÉLITES




por Thintosecco


Esta semana foi notícia o avistamento de suposto ovni nos céus de Erechim, no norte do RS, que inclusive foi registrado em vídeo. Porém o enigma logo foi solucionado: tratava-se da Estação Espacial Internacional, em órbita a 350 km da Terra e refletindo a luz do sol em sua passagem sobre o sul do Brasil.



A princípio a explicação me pareceu mirabolante, ao estilo "Livro Azul", retratado no antigo seriado Projeto UFO, onde surgiam respostas do tipo " o reflexo da luz de vênus sobre gases dos pântanos" ou coisa assim, aliás muito bem satirizadas nos filmes da franquia Men in Black. As explicações eram às vezes mais incríveis que a própria hipótese extraterrestre!


Mas era mesmo a ISS. Há diversos vídeos no You Tube que registram a passagem da Estação Espacial com imagens semelhantes, podem conferir. E não foram feitos ao acaso.


A NASA fornece informações sobre datas e horários em que a INSS - e outros satélites - pode ser vista sobre determinada região do planeta, dados que podem ser acessados neste site. Então os "caçadores de satélites", aguardam a ocasião para observar e registrar a passagem da estação ou dos satélites.



A propósito, essa história me esclareceu uma antiga dúvida, já que houve um tempo em que morei afastado da cidade e muitas vezes vi luzes que cruzavam o céu de horizonte a horizonte, muito mais alto e mais rápido que os aviões. Muitos diziam que se tratavam de satélites, mas alguns afirmavam, equivocadamente, que eles não eram visíveis. Reflexos de outros planetas é que com certeza não eram... Valeu!



sábado, 16 de abril de 2011

PATINAÇÃO EM GELO FINO.

Um clássico indispensável do Jethro Tull.


sábado, 9 de abril de 2011

O ÚLTIMO PORTAL




por Quatermass



O Último Portal (The Ninth Gate - 1999)
é mais um filme sobrenatural de Roman Polanski, embora esquecido nas terras tupiniquins.



Sei que passou aqui nos cinemas, mas desconheço lançamento em DVD (muito menos em Blue Ray) – coisas do Brasil! Produção franco-espanhola, dispensa, via de conseqüência, os tradicionais ‘deja vu’ americanos.

Mais, por vezes o cinéfilo fica em dúvida se o diretor presta homenagem aos “ratos de sebo” ou se o cerne é a busca pelo Reino das Trevas. Melhor que isso: é a mescla de ambos com um ótimo suspense, razoavelmente surpreendente.




A história: Dean Corso (Johnny Depp), um caçador de livros raros extremamente arrogante, cínico e autoconfiante é contratado por Boris Balkan (Frank Langella) para confirmar se sua última aquisição é uma obra autêntica ou mera cópia. Balkan é um milionário colecionador de livros, que, a princípio, apenas quer garantias de seu investimento.








O porquê: segundo conta a lenda, Aristide Torchia, obscuro escritor renascentista detinha a obra demoníaca Delomelanicon, reescre- vendo-a sob o nome Os Nove Portais do Reino das Trevas. Incinerado pela Inquisição, junto com seus livros, surgiram boatos de que escaparam da destruição somente três exemplares.


Balkan suspeita que somente um é original e manda Corso à Europa verificar a autenticidade dos dois outros livros. Mas, para a surpresa de nosso frio protagonista, descobre que não só seu exemplar é autêntico, como os dois outros também são.

Na verdade cada um dos três possui três gravuras distintas (com iniciais gravadas curiosamente por LCF) que, juntas, levarão o dedicado seguidor ao Inferno, ou seja, cada uma representa um portal.





Assustado e curioso, Depp presencia o misterioso assassinato dos proprietários das duas obras, desconfiando de que Balkan esteja por detrás dos crimes. Mas, como um bom Polanski, Balkan é apenas a marionete, e seu mestre (se assim pode-se dizer) é justamente a criatura mais atraente que já passara na vida do intolerável Corso.

Também surpreendente é a trilha composta por Wojciech Kilar, que contribui, e muito, para o clima obscuro do filme.




O excelente roteiro é baseado na obra The Dumas Club, do espanhol Arturo Pérez-Reverte, que nos apresenta novidades do mundo das trevas: a ausência de cortes imprevisíveis, finais previsíveis ou sem sentido à moda americana. Um bom filme europeu que se utiliza do melhor que o Tio Sam ainda produz: bons atores.



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