sábado, 9 de abril de 2011

O ÚLTIMO PORTAL




por Quatermass



O Último Portal (The Ninth Gate - 1999)
é mais um filme sobrenatural de Roman Polanski, embora esquecido nas terras tupiniquins.



Sei que passou aqui nos cinemas, mas desconheço lançamento em DVD (muito menos em Blue Ray) – coisas do Brasil! Produção franco-espanhola, dispensa, via de conseqüência, os tradicionais ‘deja vu’ americanos.

Mais, por vezes o cinéfilo fica em dúvida se o diretor presta homenagem aos “ratos de sebo” ou se o cerne é a busca pelo Reino das Trevas. Melhor que isso: é a mescla de ambos com um ótimo suspense, razoavelmente surpreendente.




A história: Dean Corso (Johnny Depp), um caçador de livros raros extremamente arrogante, cínico e autoconfiante é contratado por Boris Balkan (Frank Langella) para confirmar se sua última aquisição é uma obra autêntica ou mera cópia. Balkan é um milionário colecionador de livros, que, a princípio, apenas quer garantias de seu investimento.








O porquê: segundo conta a lenda, Aristide Torchia, obscuro escritor renascentista detinha a obra demoníaca Delomelanicon, reescre- vendo-a sob o nome Os Nove Portais do Reino das Trevas. Incinerado pela Inquisição, junto com seus livros, surgiram boatos de que escaparam da destruição somente três exemplares.


Balkan suspeita que somente um é original e manda Corso à Europa verificar a autenticidade dos dois outros livros. Mas, para a surpresa de nosso frio protagonista, descobre que não só seu exemplar é autêntico, como os dois outros também são.

Na verdade cada um dos três possui três gravuras distintas (com iniciais gravadas curiosamente por LCF) que, juntas, levarão o dedicado seguidor ao Inferno, ou seja, cada uma representa um portal.





Assustado e curioso, Depp presencia o misterioso assassinato dos proprietários das duas obras, desconfiando de que Balkan esteja por detrás dos crimes. Mas, como um bom Polanski, Balkan é apenas a marionete, e seu mestre (se assim pode-se dizer) é justamente a criatura mais atraente que já passara na vida do intolerável Corso.

Também surpreendente é a trilha composta por Wojciech Kilar, que contribui, e muito, para o clima obscuro do filme.




O excelente roteiro é baseado na obra The Dumas Club, do espanhol Arturo Pérez-Reverte, que nos apresenta novidades do mundo das trevas: a ausência de cortes imprevisíveis, finais previsíveis ou sem sentido à moda americana. Um bom filme europeu que se utiliza do melhor que o Tio Sam ainda produz: bons atores.



1 comentários:

Anônimo disse...

ONDE ENCONTRO ESSE LIVRO

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